VILNIUS,
A CIDADE VERDE DO BÁLTICO

O centro geográfico da Europa, uma catedral que lembra um templo grego e as colinas que têm as melhores perspectivas da capital

PUBLICADO A 11 DE MAIO DE 2020 | VIAGEM DE 5 A 7 DE SETEMBRO DE 2019

Numa semana chegávamos ao nosso 4º país e à maior capital dos países do Báltico. A Lituânia é um país que se destaca mais pelas áreas verdes e tem em Vilnius a sua principal referência naquele que é considerado o centro geográfico da Europa.

É o estado Báltico com mais identidade porque desde o princípio da sua história quis evidenciar-se como um membro independente do continente Europeu. Sempre apoiado pela Polónia, a Lituânia fez o que pôde até ter sido incorporada ao Império Russo, em 1795 e mais tarde à Alemanha. À semelhança da Letónia e Estónia, só atingiu a sua independência em 1991 e foi o primeiro país dos Bálticos a aderir à União Europeia.

A capital lituana destaca-se pela sua multiculturalidade, ruas medievais, castelos e igrejas que tornaram o seu centro histórico como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO. Apesar de ser um país com uma geografia plana, a capital apresenta morros que mostram perspectivas diferentes de uma das cidades mais vegetação da Europa. A nível nacional, o basquetebol é o desporto-rei e durante estes dias tive a oportunidade de assistir aos lituanos parados a assistir ao Campeonato do Mundo de Basquetebol das mesma forma que Portugal parava tudo para ver um jogo da nossa Selecção Nacional em futebol. É um país maioritariamente católico, ficando apenas atrás da Polónia no que toca à devoção cristã. Acima de tudo, foi um país que nos tratou muito bem!

As primeiras impressões da Lituânia foram logo as melhores com o fantástico pôr-do-sol que iluminava serenamente os campos e nos acompanhava na nossa viagem de autocarro de 4 horas vindos de Riga. Seguimos rapidamente para o nosso hostel em Vilnius que foi a nossa base para uma visita de três dias divididos em três cidades diferentes.

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Dia 1, Roteiro na capital:

Estávamos quase a meio da nossa viagem e por isso o primeiro dia na capital serviu para tratarmos de alguma logística. Infelizmente, tivemos de fazer uma pequena alteração ao nosso roteiro porque quando íamos comprar os bilhetes de comboio para Minsk, na Bielorússia, começaram a fazer perguntas sobre os vistos e nós só tinhamos o passaporte… Vilnius está apenas a 30 quilómetros da fronteira com a Bielorússia e essa proximidade fomentou o desejo de poder visitar a capital daquele país. Teoricamente, um cidadão português não precisa de visto durante 5 dias para entrar na Bielorússia mas isso apenas acontece se formos directamente de avião para Minsk com a viagem de regresso marcada. O mesmo não acontece pela via terrestre e por isso tivemos de ocupar uma manhã para alterar os nossos planos.

Enfim… depois desta frustação seguimos em direcção ao centro da cidade para começarmos o nosso passeio diário.

Vilnius Town Hall

(Câmara Municipal de Vilnius)

Era início da tarde e começamos com um já tradicional Free Walking Tour pela cidade. O ponto de encontro foi à frente de um edifício com uma fachada de origem neoclássica que representa a Câmara Municipal de Vilnius. O largo em frente é um dos espaços públicos mais antigos da cidade velha e por isso é o lugar ideal para receber os inúmeros restaurantes e todos os eventos como o que estava a ser preparado naquela altura.

Vilnius, a cidade verde do Báltico_Num Postal
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Vokiečių gatvè e Igreja de Vytautas

A poente da Câmara Municipal, destaca-se a Rua Alemã igualmente pela variedade de restaurantes ali presentes mas acima de tudo pelas influências alemãs daquele lugar. É uma das ruas mais antigas da cidade e a responsável pela separação do antigo Gueto de Vilna, um bairro judeu operado pela a Alemanha nazi que em dois anos exterminou a população judaica que ali habitava. Hoje em dia é um bairro pacato com muita cor, ruas estreitas e espaços verdes.

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Igreja de São Nicolau e Largo Konstantin Sirvydas

Logo depois regressamos ao largo da Câmara Municipal e somos chamados à atenção pela Igreja de São Nicolau, a mais antiga da cidade. Se continuarmos pela rua em direcção ao centro, ainda nos deparamos com uma pequena feira de produtos artesanais entre o largo Konstantin Sirvydas e a Igreja Ortodoxa de Saint Parasceve.

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República de Užupis

Ainda não era desta que chegavamos ao centro. Antes disso fizemos um desvio para um dos lugares mais surreais que conheci! Trata-se do distrito de Užupis, uma república autoproclamada independente desde 1998 com uma bandeira e moeda própria, um governo e uma constituição. Esta é uma região que serviu de refúgio para artistas desde a época soviética e qualquer pessoa pode tentar obter a nacionalidade deste “país”. Acho que não é por acaso que o dia da independência desta república é o 1 de Abril (que todos os anos é comemorado)…

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É possível obter um carimbo no passaporte (embora não seja aconselhável) e ainda nos podemos tornar embaixadores desta república. As pessoas podem sugerir temas que pensem ser importantes mas se quiserem ser o embaixador dos abraços ou das mulheres altas, essas vagas já estão preenchidas…

A constituição é algo que também está exposto numa das ruas da cidade em vários idiomas mas até aqui há coisas que não fazem sentido como “todos tem o direito a morrer, mas não é uma obrigação”, “um cão tem o direito de ser um cão”, “às vezes, todos têm o direito de desconhecer os seus deveres”, “todos têm o direito de comemorar ou não comemorar o seu aniversário” ou “todos devem lembrar-se do seu nome”. São só alguns dos 41 direitos da constituição de Užupis.

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Além disso, as ruas são lugares que transpiram arte em cada canto onde são muitas as obras expostas na cidade. A que mais me cativou foi o Jesus Mochileiro que (com alguma razão) andou pelo mundo fora como o primeiro mochileiro a espalhar a palavra. Outra das obras mais conhecidas é a estátua do Arcanjo Gabriel a tocar a sua corneta na praça central que simboliza o renascimento e a liberdade artística do leste da Europa.

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Igreja de São Francisco e São Bernardo e Igreja de Santa Ana

Ao sairmos de Užupis viramos para uma igreja toda revestida em tijolo, que por acaso até são duas. A igreja de São Francisco e São Bernardo encontra-se nas traseiras deste complexo e até é a igreja principal. É uma igreja romana e o edifício faz parte da arquitectura gótica mas o seu interior é tão claro que faz lembrar as igrejas luteranas em que são muito pouco revestidas de ornamentos. Em segundo lugar, a Igreja de Santa Ana está mais relacionada com a rua e é mais pequena, como se de uma capela se tratasse.

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Literatų gatvė

(Rua Literatai)

A próxima paragem era a Rua Literatai, um lugar que é um templo para os amantes de literatura. A rua pretende homenagear a literatura lituana com algumas obras de arte onde se destaca a parede que um grupo de artistas decidiu reviver as obras literárias com placas e objetos que façam jus aos autores destes país.

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Pilies gavtè

(Rua Pilies)

Entretanto terminamos o tour na Praça da Catedral e ainda fomos almoçar. Apanhamos a Rua Pilies que é uma das principais ruas da cidade e tem muita oferta de restauração. A rua começa na Praça da Catedral e termina na feira junto ao largo Konstantin Sirvydas.

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Porta da Madrugada

A parte da manhã foi cansativa porque entre reorganizar o roteiro e fazer um tour tem muito que se lhe diga… No entanto, depois de termos ido ao hostel, eu saí para aproveitar o fim de tarde e passei na Porta da Madrugada. Este pórtico é um dos monumentos mais importantes da cidade e fazia parte da muralha defensiva do centro histórico, sendo o único de dez outros portões que persiste na cidade.

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Bastião do Muro Defensivo de Vilnius

Ao passar a Porta da Madrugada fiz um pequeno desvio até um dos extremos da antiga muralha e encontrei o Bastião de Vilnius. Este forte era uma antiga torre que foi severamente danificada em todas as guerras que Vilnius esteve presente. Deste ponto é possível também observar a cidade antiga com destaque para o distrito de Užupis e a Catedral Ortodoxa.

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Catedral de Theotokos

Esta é a catedral que acabei de referir. Um edifício todo em branco que contrasta brutalmente com aquilo que é o seu interior muito mais ornamentado. A principal igreja ortodoxa da cidade foi sendo remodelada ao longo do tempo, já não tendo nada a ver com o seu projecto original. Foi também o primeiro lugar ortodoxo em que fui autorizado a fotografar.

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Catedral de Vilnius e Palácio dos Grão-Duques da Lituânia

Depois de uma volta pela cidade enquanto acompanhava o entardecer do dia, cheguei novamente à Praça da Catedral onde se destacam logo os três edifícios brancos ali presentes num amplo espaço que era ocupado pelo antigo castelo inferior.

O primeiro edifício que se vê à chegada da praça é o palácio construído no século XV para os Grão-Duques da Lituânia e reis da Polónia e durante muitos séculos foi o centro político e administrativo do país. Depois de ter sido demolido no início do século XIX, foi em 2002 que começaram as obras para a restruturação do actual edifício que levou 16 anos a ser levantado.

No outro extremo destaca-se o campanário que resulta do aproveitamento de uma das torres defensivas do castelo inferior da cidade e ao centro está o principal cartão de postal da cidade: a Catedral de Vilnius. A igreja parece um verdadeiro templo grego com a introdução de colunas e um frontão triangular na fachada principal como resultado de um estilo classicista francês introduzido pelo arquitecto Laurynas Gucevičius. O seu interior também é muito organizado, muito pouco ornamentado e dá até ideia que estávamos numa galeria de arte.

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Torre de Gediminas

Se a Catedral e o Palácio fazem parte do castelo inferior, do castelo superior sobrava apenas a Torre de Gediminas depois da destruição do restante edifício aquando da ocupação russa na cidade durante o século XVIII. A subida não é fácil porque o piso também não facilita mas ao chegarmos à torre podemos subir ao último piso de onde temos uma das melhores vistas da cidade.

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Museu Nacional da Lituânia

Antes de voltar ao centro ainda passei pelo Museu Nacional da Lituânia, localizado mesmo por baixo da Torre de Gediminas. Não entrei mas é sempre uma boa opção para quem tiver tempo de querer aprender mais sobre a cultura e a história desta nação.

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Palácio Presidencial

O objectivo até ao fim do dia era aproveitar o pôr-do-sol na colina das Três Cruzes, um dos pontos mais altos de Vilnius, mas até lá fui fazendo tempo ao andar em ruas que ainda não conhecia. Junto ao edifício da Universidade, encontrei o Palácio Presidencial que é a residência oficial do Presidente da República. Para apimentar o passeio, dei de caras com uma manifestação política e pelo que percebi já é algo muito comum nos dias de hoje….

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Igreja de Santa Catarina

Outro dos acasos que me apareceram à frente foi a Igreja de Santa Catarina. Uma igreja barroca que foi reconstruída apenas quando o país recuperou a sua independência. Com o tempo tornou-se um centro multicultural e é um dos principais palcos para espectáculos de teatro ou concertos de música.

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Três Cruzes

Começava a cair a noite e então já era altura de ir até à Colina das Três Cruzes. A subida é muito acentuada mas quando chegamos ao topo somos compensados com uma vista incrível da cidade (apesar do sol já se ter ido embora…), naquele que é o ponto mais alto de Vilnius.

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Neste momento já não estava sozinho e depois do pôr-do-sol voltarmos novamente à Praça da Catedral, para irmos vendo a noite cair. Gostamos tanto do que vimos que ficamos a jantar no inicio da Rua Pilies com vista para a Catedral enquanto observávamos a cidade iluminada. Foi dos centros históricos mais bonitos que vi durante a noite e melhor ainda são os preços bastante acessíveis nos restaurantes para tomar uma refeição.

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Dia 2, Escapadinha à segunda maior cidade do país:

Já sabíamos que havia um grande risco de conseguirmos ver Vilnius em pouco tempo e por isso tiramos este dia para visitar Kaunas, a segunda maior cidade da Lituânia. Geralmente, a melhor maneira de chegar é de comboio, num trajecto que demora 1 hora, mas com a reparação das linhas férreas à entrada da cidade acabamos por demorar um pouco mais. A cidade que vai ser Capital Europeia da Cultura em 2022 está a passar por uma constante renovação para se prepararem para este evento. Embora tivéssemos estado um pouco condicionados, achamos que a visita valeu bem a pena e um dia também foi suficiente para ver tudo o que queríamos.

Dia 3, Fuga para um meio natural:

Neste último dia no país aproveitamos uma parte da manhã para dar uma última volta pela cidade antes de rumarmos a Trakai, num sábado normal na Lituânia com a particularidade que em cada igreja que entravamos podíamos assistir a um casamento ou baptizado, tanto numa cidade como noutra. Voltamos à estação de Vilnius onde apanhamos um comboio que demorou pouco mais de 20 minutos com o objectivo de ver o castelo daquela cidade. Foi dos lugares mais incríveis desta viagem!

Depois de um dia bem passado fora de Vilnius, tivemos de voltar ao nosso hostel enquanto fazíamos tempo para o nosso autocarro nocturno em direcção ao nosso próximo destino: Varsóvia. A viagem demorou cerca de 8h30 e foi perfeita para não termos de pagar alojamento em qualquer lugar.

Antes de regressarmos ao terminal de autocarros tivemos uma despedida muito boa na Praça da Câmara Municipal. Ao fim de 3 dias conseguimos colher os frutos do que víamos ser instalado e assistimos a um concerto que encheu aquele recinto. Foi a despedida perfeita desta cidade!

Uma surpresa todos os dias

O que mais me impressionou durante toda a viagem, desde que começamos em Helsínquia, foi que as cidades em que passávamos surpreendiam-nos cada vez mais e estes três lugares na Lituânia cumpriram com essa regra, a começar por Vilnius que apesar de não ter ligação com o mar acaba por ter tanta diversidade como qualquer outra capital europeia.

Vilnius é uma cidade que dá para circular toda a pé e de outra forma nem faz sentido. Mesmo só reservando um dia na cidade, não foi preciso andar a correr para vermos tudo à pressa. O único arrependimento é de não ter ficado mais tempo para visitar outros lugares e Vilnius até possui uma boa rede de transportes que dá acesso a todos os cantos do país, tendo sido por isso que também a escolhemos como a nossa sede para estes três dias. O que também vou sentir mais saudades é da simpatia das pessoas. Apesar de nem toda a gente falar inglês (algo já comum nestes países), senti um povo muito acessível e esforçado em tudo o que faz.

Vilnius tinha tudo para correr mal devido aos ajustes de última hora do nosso programa mas tudo ficou bem encaminhado. Sem dúvida que será mais um dos países que continuarei com vontade de explorar a partir da capital.

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Autor do projecto Num Postal, arquitecto de profissão, fotógrafo nas horas vagas e apaixonado por viagens. Criei o blog para que não me escape nada das minhas aventuras pelo mundo, para partilhar com os outros e para eu reviver cada uma destas experiências! Depois de viver uma temporada no Brasil, percebi que há todo um universo lá fora para descobrir e desde então nunca mais parei de ir à procura de lugares desconhecidos.

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