BRASÍLIA,
A MECA DA ARQUITECTURA

A capital mais recente do mundo, a genialidade de Oscar Niemeyer posta em prática e uma sede política que é um paraíso arquitectónico

PUBLICADO A 24 DE JANEIRO DE 2020 | VIAGEM DE 15 A 16 DE JUNHO DE 2017

Para o comum dos mortais, Brasília é um lugar onde estão reunidos os departamentos políticos do país mas para os arquitectos é uma meca da arquitectura, um museu a céu aberto com algumas das obras mais emblemáticas de Oscar Niemeyer. Estar perto de visitar esta cidade era um sonho tornado realidade! As imagens a que estava habituado a olhar em livros iam estar ali à minha frente e não podia estar mais entusiasmado para poder vivenciá-las!

É a terceira capital do Brasil e localiza-se no interior do país, no Distrito Federal. A primeira capital foi Salvador, na Bahia, seguindo-se o Rio de Janeiro. Brasília é a cidade mais recente do Brasil, inaugurada em Abril de 1960 e foi planeada quando o presidente da época Juscelino Kubitschek decidiu levar a capital para outra ponto do país onde não houvesse tanta insegurança, como acontecia no Rio de Janeiro e para promover uma descentralização do litoral visto que era na costa onde localizam as cidades mais importantes do país. O presidente era muito amigo de Oscar Niemeyer, com o qual lançou um concurso público para o projecto da cidade, ganho pelo arquitecto Lúcio Costa que definiu no seu plano a morfologia da capital assim como toda a organização dos equipamentos públicos necessários.

Tivemos apenas um fim-de-semana e por isso esta foi a primeira e única viagem que não arriscamos fazer o percurso de autocarro, caso contrário seriam 18 horas de tédio numa estrada… Entre os nossos amigos em São Paulo, apenas eu e uma das minhas colegas de casa (também arquitecta) optamos por seguir nesta viagem e para isso apanhamos um avião bem cedo desde São Paulo que nos fizesse chegar a Brasília às 8h30 da manhã. Com esta viagem, foi a primeira vez que conseguimos ver São Paulo de cima!

Brasília, a Meca da Arquitectura_Num Postal

Dia 1, Nas traseiras do avião:

Brasília tem a particularidade de ter a forma de um avião no qual funcionam dois eixos principais: o Eixo Rodoviário que formam “duas asas” (conhecidas como a Asa Norte e a Asa Sul) e o Eixo Monumental onde estão instalados os edifícios públicos da cidade é considerada a avenida mais larga do mundo com uma largura de 250 metros. Na intersecção dos dois eixos, está a estação central onde confluem todo o tipo de transportes públicos da cidade. No entanto, foi pensada para os carros como o transportes do futuro e por isso o sistema de transportes públicos ainda tem muito que melhorar. Apercebemo-nos disso no aeroporto ao saber que a linha do metro apenas apanha a Asa Sul até à estação central e por isso o táxi ou uber é mesmo a melhor opção para chegar à cidade.

Foi por sabermos das poucas alternativas ao nível de transportes que decidimos arriscar e ficar com alguém local através do Couchsurfing. O Couchsurfing é uma espécie de rede social para mochileiros em que tanto podes receber pessoas em tua casa e como falar com alguém desta rede para ser recebido. Já sabíamos que possivelmente íamos ter de gastar algum dinheiro extra em uber’s para nos deslocarmos para vários sítios da cidade e assim achamos que esta era a melhor solução.

Depois de chegarmos ao aeroporto, apanhamos um uber até ao centro da cidade para nos encontrarmos com a Juliana, a nossa anfitriã. Curiosamente, este foi o único uber que apanhamos em Brasília… Sem termos nada combinado, a Juliana tirou o fim-de-semana para nos ajudar no que fosse necessário e levar-nos a todos os lugares que quiséssemos!

Universidade de Brasília

Fomos até casa da nossa anfitriã deixar a nossa bagagem e de seguida começamos o nosso roteiro num ponto mais afastado do centro, mais concretamente no Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília. Este é o polo principal da universidade onde funciona a maioria dos cursos. Com alguns edifícios no Campus, o que se destaca mais é o Instituto Central de Ciências (ICC) onde se desenrolam a maior parte das aulas. Para além de ser da autoria do arquitecto Oscar Niemeyer, ficou conhecido pela sua dimensão com 70 metros de largura e 700 metros de comprimento. É um espaço composto por dois módulos que se viram para um pátio interior e a sua expressão linear caracteriza-o como se fosse um “Minhocão”.

Brasília, a Meca da Arquitectura_Num Postal
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Memorial JK

De seguida, a Juliana deixou-nos no topo Norte do Eixo Monumental para visitarmos o Memorial JK. Este é mais um dos muitos projectos de Oscar Niemeyer que é dedicado ao ex-presidente e fundador da cidade, Juscelino Kubitschek. Esta ideia surgiu da sua esposa que pretendia homenagear o seu falecido marido e assim se construiu um edifício que mostra algumas das suas memórias, a sua biblioteca pessoal e diversos objetos pessoais (inclusive uma foto de António de Oliveira Salazar por quem JK tinha uma forte admiração). Num dos pisos superiores existe também um mausoléu com os restos mortais de JK.

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Começamos a descer o Eixo Monumental e tinhamos logo em frente do Memorial JK o Memorial dos Povos Indígenas, que tal como o nome indicia é dedicado aos povos nativos brasileiros. Infelizmente o espaço estava fechado…

Mais abaixo, está o Palácio do Buriti, um edifício público que foi projectado para ser a sede do governo do Distrito Federal e mais tarde como sede do Executivo Federal para diminuir a carga de trabalhos no Palácio do Planalto.

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Estádio Mané Garrincha

Continuando o nosso percurso, estávamos a chegar ao Estádio Mané Garrincha, o estádio nacional do Brasil que foi renovado para o Mundial de Futebol 2014. Uma intervenção que passou pelo aumento do número de bancadas, criação de uma cobertura exterior e por um aumento infraestruturas que tornam este estádio como o segundo maior do país, apenas atrás do estádio do Marcanã no Rio de Janeiro. O interior é muito mais bonito mas já não conseguimos entrar na visita que fazem ao sábado. Este estádio, como não apoia nenhuma equipa em particular, é usualmente palco para jogos das equipas o Rio de Janeiro ou de divisões inferiores para dar a oportunidade dos brasilienses assistirem a uma boa partida de futebol ao vivo.

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Torre de TV

Ao chegar quase a meio do Eixo Monumental, paramos na Torre de TV, uma estrutura metálica responsável pela transmissão televisiva e radiofónica da cidade. Aqui já nos voltamos a encontrar com a Juliana e uns amigos que nos deram mais algumas noções básicas da cidade. A torre tem um mirante a 75 metros de altura ao qual é possível subir para termos uma panorâmica de 360º de uma vista superior. De um lado temos uma vista para o topo Norte onde é possível avistar o Estádio Nacional e uma feira mesmo junto à torre que já é considerada como um dos símbolos da capital. Do lado oposto, temos ao alcance os principais edifícios administrativos do país e o jardim que preenche todo o Eixo Monumental.

Este jardim é um projecto da autoria de Burle Marx, um dos paisagistas mais conceituados do Brasil. Os jardins, pelo que víamos nas nossas pesquisas, são sempre muito verdes mas nesta altura estavam um pouco diferentes devido à época da seca (que no Brasil é no Inverno), já não chovia há algum tempo e Brasília é mesmo considerada das cidades com climas mais secos do Brasil. O próprio Lago Paranoá que envolve a cidade, é um lago artificial que foi pensado para aumentar a humidade de Brasília e das populações em seu redor mas nem sempre é o suficiente para suavizar a sensação térmica. Em várias alturas do ano as escolas chegam a fechar porque o calor é mesmo insustentável.

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Santuário Dom Bosco

Da parte da tarde ficamos mais pela Asa Sul e começamos por ir ao Santuário Dom Bosco. A igreja é incrível, assim como todas as outras que vimos na cidade. Este tipo de edifícios chegam a um outro nível como não se vê noutro lugar e esta igreja, em particular, é uma homenagem ao padroeiro de Brasília, Dom Bosco, que é bastante marcado pelos seus vitrais azulados que dão uma ambiente tão introspectivo como estes lugares de culto devem ter.

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Quadra Modelo

De seguida paramos na SQS 108 (Super Quadra Sul 108) onde estão instaladas as duas árvores mais antigas da cidade. Brasília na época da sua construção não tinha muita sombra e por isso o Sr. Lorivaldo Marques decidiu plantar duas árvores que parecem uma só e formam um pequeno túnel. As árvores estão junto a uma banca de revistas e já são um dos pontos turísticos da região.

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A norte da SQS 108 está a SQS 308, um lugar que funciona como a quadra modelo da cidade que viria a ser utilizada noutros quarteirões como exemplo para o resto do plano de Brasília. Esta quadra foi inaugurada em 1962 seguindo o projecto urbanístico de Lúcio Costa, possuindo infraestruturas básicas para atender a população no seu quotidiano onde se incluíam parques, estabelecimentos comerciais, igrejas, bibliotecas, entre outros. Quanto aos blocos de habitação, são posicionados para que os quartos e sala fiquem voltados para nascente com grande janelas na fachada e do lado oposto estão umas grelhas (chamadas de cobogós) para controlar a iluminação e ventilação natural. O piso térreo é composto apenas por pilotis e as entradas que servem de embasamento para a estrutura do edifício.

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Igrejinha

Nesta quadra está a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, mais conhecida como Igrejinha pela sua pequena dimensão. Foi a primeira igreja a ser erguida na cidade que se sobressai pela sua cobertura que faz referência a um chapéu de freira e aos azulejos azuis que revestem as suas paredes. Durante a visita deu ainda para assistir a um casamento onde nos misturamos no meio dos convidados só para ver o interior mais de perto.

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Antes de anoitecer ainda fomos ao Cine Brasília, o cinema da cidade que chama a atenção pelos seus tons acastanhados que resultam do seu revestimento em tijolo e que diferem tanto dos edifícios envolventes.

Ainda fomos ao extremo da Asa Sul ao Templo da Boa Vontade, um edifício em forma de pirâmide conhecido como o Templo da Paz que funciona como um lugar de meditação e é um dos mais visitados da cidade.

Entretanto já era tarde e o cansaço já se fazia sentir. Afinal já estávamos acordados há bastante tempo e por isso fomos até um dos botecos da cidade para relaxar antes de voltarmos a casa.

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Dia 2, Na frente do avião:

Esperava-nos um grande dia onde íamos conhecer os principais edifícios políticos do lado Sul do Eixo Monumental. Se a zona Norte é dedicada aos órgãos do governo do Distrito Federal, a Sul localizam-se os poderes do estado na Esplanada dos Ministérios. A “esplanada” é um lugar onde estão todos os ministérios do país e o seu nome resulta pela forma tão exposta como estão organizados. Por serem edifícios de cariz político e administrativo, as normas de segurança são muito mais apertadas e por isso as suas visitas têm de ser marcadas com antecedência, caso contrário será rejeitada a entrada.

Palácio Itamaraty

Ia ser um dia em cheio para conhecer as principais obras de Oscar Niemeyer e começamos pelo Ministério das Relações Exteriores, conhecido como Palácio Itamaraty. Aqui são recebidos os chefes de estado e ministro de outros países ou instituições internacionais e dispões de várias salas de reuniões e pátios como vistas privilegiadas para o Eixo Monumental e o Congresso Nacional.

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Congresso Nacional

O Congresso Nacional iria ser o nosso próximo ponto de paragem. Este é um dos edifícios que mais se destaca na cidade, muito por culpa das duas torres que correspondem aos edifícios mais altos de Brasília, da cúpula que representa o Senado Federal e a cúpula invertida que simboliza o espaço destinado à Câmara de Deputados. Durante a visita somos acompanhados por um guia que nos dá uma explicação geral de cada espaço percorrido. Destacam-se o plenário destas duas casas, os Salões Verde e Azul, o Túnel do Tempo do Senado ou o Salão Nobre da Câmara dos Deputados. No entanto, o Congresso contempla ainda dois edifícios que não são visitáveis, a Biblioteca do Senado Federal e o Anexo da Câmara de Deputados, que são acessíveis a partir do edifício principal por dois túneis que passam por baixo das estradas do Eixo Monumental.

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Palácio do Planalto

Próxima paragem, na continuação das muitas relíquias existentes do Eixo Monumental, no extremo sul esperava-nos a visita ao Palácio do Planalto, o local oficial de trabalho da Presidência do Brasil que foi um dos primeiros projectos desenvolvidos na capital. Na visita ao palácio é possível visitar os Salões Nobre, Este e Oeste, a Sala de Reunião Suprema, a Sala de Audiências e o Gabinete Presidencial, tudo isto acompanhado por um guia. As marcações são muito rígidas e caso não o façamos não conseguimos entrar, tal como aconteceu com a nossa anfitriã que tentou a sua sorte.

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Praça dos Três Poderes

O Palácio do Planalto localiza-se de frente para a Praça dos Três Poderes porque é ali que estão representados os três poderes da República: o Palácio do Planalto (executivo), o Congresso Nacional (legislativo) e ainda o Supremo Tribunal Federal (judiciário). É a partir do Palácio do Planalto o presidente se dirige à multidão para tomar posse do governo em troca com o seu antecessor.

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Pavilhão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves

Existem ainda dois espaços que chamam a atenção na praça. Primeiro é impossível evitar o Mastro e Pavilhão Nacional, um obelisco com uma estrutura metálica que contém no cimo a maior bandeira hasteada do Brasil. Ao lado temos o Pavilhão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves que é um memorial para homenagear os brasileiros que serviram a sua nação. Parte deste complexo possui uma torre na diagonal onde é possível ter uma observação superior da Praça dos Três Poderes (onde tirei a foto acima).

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Espaço Lúcio Costa

Ainda na Praça dos Três Poderes e de uma forma mais discreta, podemos contemplar o Espaço Lúcio Costa. É um pequeno museu subterrâneo com uma maquete da cidade e outros documento da sua construção que tem como objectivo homenagear o seu autor.

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Palácio da Alvorada

A certa altura, a Juliana juntou-se a nós e aproveitamos que tinhamos um carro connosco para sair por pouco tempo do Eixo Monumental. Fomos até ao Palácio da Alvorada que é a residência oficial do Presidente do Brasil. Situa-se nas margens do Lago Paranoá e é possível ser visitado (apenas à quarta-feira na companhia de um guia). Por questões de segurança não nos conseguimos aproximar mais do que isto mas já deu para ter uma ideia dos que podiamos esperar…

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Próximo do Palácio da Alvorada, está o Brasília Palace Hotel. Um estabelecimento hoteleiro como outro qualquer, não fosse este o primeiro edifício a ser construído na cidade, inaugurado em junho de 1958, com o objectivo de abrigar os arquitectos, engenheiros e técnicos responsáveis pelas obras do plano de Lúcio Costa tal como as comitivas nacionais e internacionais que vinham visitar os trabalhos de arranque da nova capital.

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Palácio da Justiça

Decidimos voltar ao roteiro no Eixo Monumental e desta vez íamos parar no Palácio da Justiça. Situado de frente para o Palácio Itamaraty, estes dois edifícios são muito idênticos. Diria que a diferença será mesmo na fachada principal com as calhas de betão que fazem correr pequenas cascatas até ao espelho de água que se forma ao redor do palácio (não foi bem o que aconteceu porque estávamos em período de seca).

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Catedral Metropolitana de Brasília

Continuando mais para cima, finalmente chegávamos à Catedral Metropolitana de Brasília. É daqueles edifícios que uma pessoa espera uma vida inteira para poder ver! É um projecto que é quase todo subterrâneo, sendo que apenas a cobertura e o campanário estão acima do solo. Esta igreja é umas das imagens de marca da cidade, concebida pela sua estrutura hiperboloide em betão armado que representa duas mãos a mover-se para o céu, formando uma cobertura composta por vitrais em tons brancos, verdes e azuis que fazem deste lugar um dos meus edifícios favoritos no mundo!

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Museu Nacional Honestino Guimarães

Mesmo ao lado da Catedral tinhamos uma das últimas paragens do dia, o Museu Nacional Honestino Guimarães. Constituído em betão branco em forma de cúpula que juntamente com a Biblioteca Nacional de Brasília (em frente) formam o Conjunto Cultural da República

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Praça dos Cristais

Para encerrar o dia, ainda fomos à Praça dos Cristais, um parque projectado por Burle Marx localizado no sector militar urbano. O jardim é apresentado na forma de um triângulo e o seu nome deve-se às estátuas em pedra que se erguem no meio de espelho de água com várias ilhas em betão. Por ser um lugar afastado centro da cidade, são poucos os moradores que o conhecem e por isso é muito tranquilo para acompanhar o pôr-do-sol.

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A viagem estava perto de terminar, mas não sem antes irmos à Nova Nicolândia Center Park, um parque de diversões na mais densa área de florestação da cidade e depois ainda fomos jantar a uma zona de restauração com vista para a Ponte Juscelino Kubitschek. Depois do jantar, a Juliana fez questão de nos levar até ao aeroporto e chegamos a São Paulo perto da meia-noite!

Considerações finais

Para o comum dos mortais, Brasília é um lugar onde estão reunidos os departamentos políticos do país mas para os arquitectos é uma meca da arquitectura, um museu a céu aberto com algumas das obras mais emblemáticas de Oscar Niemeyer. Estar perto de visitar esta cidade era um sonho tornado realidade! As imagens a que estava habituado a olhar em livros iam estar ali à minha frente e não podia estar mais entusiasmado para poder vivenciá-las!

É a terceira capital do Brasil e localiza-se no interior do país, no Distrito Federal. A primeira capital foi Salvador, na Bahia, seguindo-se o Rio de Janeiro. Brasília é a cidade mais recente do Brasil, inaugurada em Abril de 1960 e foi planeada quando o presidente da época Juscelino Kubitschek decidiu levar a capital para outra ponto do país onde não houvesse tanta insegurança, como acontecia no Rio de Janeiro e para promover uma descentralização do litoral visto que era na costa onde localizam as cidades mais importantes do país. O presidente era muito amigo de Oscar Niemeyer, com o qual lançou um concurso público para o projecto da cidade, ganho pelo arquitecto Lúcio Costa que definiu no seu plano a morfologia da capital assim como toda a organização dos equipamentos públicos necessários.

Há mais de 60 anos, Brasília era pensada como a cidade do futuro para ter um ambiente sustentável e eficiente para os seus moradores. Embora nem tudo tenha sido possível, é uma cidade que tem tudo para dar certo! Ao mesmo tempo, e falando do ponto de vista do turismo, acredito que não seja uma cidade para todos os tipos de pessoas mas pelo menos os arquitectos deviam vê-la de perto uma vez na vida.

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Autor do projecto Num Postal, arquitecto de profissão, fotógrafo nas horas vagas e apaixonado por viagens. Criei o blog para que não me escape nada das minhas aventuras pelo mundo, para partilhar com os outros e para eu reviver cada uma destas experiências! Depois de viver uma temporada no Brasil, percebi que há todo um universo lá fora para descobrir e desde então nunca mais parei de ir à procura de lugares desconhecidos.

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