BUDAPESTE,
A CAPITAL QUE VAI A BANHOS

A cidade das três colinas, a obsessão pela água com gás e uma simpatia local que contrasta com as paisagens

PUBLICADO A 25 DE MARÇO DE 2020 | VIAGEM DE 28 A 31 DE MARÇO DE 2019

Mais uma vez chamado por amigos no estrangeiro, surgiu assim mais um destino desconhecido: Budapeste. Fui com uma amiga (a Joana) com o objectivo de irmos visitar uma outra amiga (a Sandra) com quem tivemos o privilégio de coincidir aquando da nossa estadia em São Paulo através do estágio do INOV Contacto.

Capital da Hungria, esta é uma cidade que se desenvolve à volta do rio Danúbio e que nasceu da união de duas cidades antigas: Buda, com um carácter mais tradicional, e Peste onde se desenvolve a vida boémia e estão os lugares de maior interesse cultural. É uma cidade que tem uma oferta tremenda e para qualquer idade, ou seja, posso querer fazer apenas um roteiro pelos seus bares e discotecas (é impressionante a quantidade de festas que existem, mesmo durante a semana) ou estar mais tranquilo e desfrutar de alguns parques e dos espaços termais.

Posto que só tivemos quatro dias para esta viagem, chegamos de noite, perto da meia-noite e depois seguimos para casa da nossa amiga. Nos dias seguintes esperavam-nos muitas caminhadas para conhecer os encantos da cidade e uma cultura que até então não pensamos que fosse tão diferente.

Dia 1, As primeiras dicas para sobreviver em solo húngaro:

Mercado Central

O dia começou bem cedo, de tal forma que fomos caminhando até ao centro. A primeira paragem no Mercado Central. Localizado perto das margens do rio Danúbio, este edifício é enorme e não me admirava que este mercado fosse um dos maiores da Europa. Há bancas com todos os tipos de produto e é um lugar que tanto delicia os turistas que lá passam como os habitantes locais que fazem as suas compras do dia-a-dia.

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Ponte da Liberdade

Continuamos junto às margens do rio até ao centro e tivemos a primeira interacção com a Ponte da Liberdade. É uma das muitas pontes que atravessa o Danúbio e nos permite chegar às Termas de Gellért e à Cidadela.

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Assim que chegamos ao centro, paramos para tomar a primeira refeição em solo húngaro e comer algo típico do país. Um dos pratos mais conhecidos é o goulash que se trata de um estufado feito com caldo de carne e uma mistura de vegetais salteados com especiarias onde se destaca a paprika (no nosso caso o prato foi acompanhado com arroz).

Basílica de Santo Estevão

Esta é uma das principais referências da cidade. Visto do interior não parece um espaço muito grande quando comparado com algumas das catedrais mais requintadas da Europa mas vale a pena cada minuto da sua visita. A subida ao topo permite ter uma visão a 360º da cidade (mas tem de se pagar) e aqui estão enterrados alguns dos reis mais importantes da Hungria assim como o melhor futebolista húngaro de todos os tempos: Ferenc Puskás. Para os menos entendidos, Puskás é um dos jogadores mais eficazes da história do futebol que teve um impacto tão grande para o seu país que mereceu-lhe o destaque junto das personalidades que tanto marcaram esta nação.

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Erzsébet tér e/ou Deák Ferenc tér

No centro da cidade destaca-se esta que é uma das principais praças. Dispõe de diversas linhas de metro e estações de autocarro ou eléctricos e dá-nos a possibilidade de estar perto de tudo o que precisamos.

Ao mesmo tempo, aqui começamos o nosso Free Walking Tour junto ao Budapest Eye, a roda gigante da cidade. O tour deu-nos a possibilidade de visitar os principais lugares de Budapeste assim como foi importante para nos dar algumas dicas de como a cidade e os seus cidadãos se comportam, tais como:

– Os húngaros são um povo que adoram água com gás e por isso se pedirem uma limonada num restaurante não se admirem se aquilo se parecer com um refrigerante com sabor a limão. Já agora, as garrafas de água ditas “normais” são aquelas que tem a tampa rosa.

– As gorjetas são algo sempre bem-vindo.

– Ao pagar alguma coisa nunca se deve agradecer antes de receber o troco. Ao dizermos isto significa que a outra pessoa pode ficar com o troco como se de uma gorjeta se tratasse.

– As pessoas (principalmente de Budapeste) não são propriamente as mais simpáticas do mundo e por isso não se admirem se eles não soltarem um sorriso de vez em quando ou se simplestemente não te cumprimentarem.

– Os transportes públicos estão todos interligados, portanto, ao comprar um bilhete no metro posso andar durante mais meia-hora numa viagem de autocarro ou de eléctrico.

– Apenas as gerações mais novas ou trabalhadores ligados ao turismo falam inglês. Não vale a pena insistir com gerações mais velhas porque se for necessário eles continuam a gritar mais alto em húngaro a ver se nós entendemos.

Isto são só algumas das peripécias que fomos descobrindo ao longo desta viagem…

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O Polícia Gordo

Umas das primeiras paragens foi a Basílica de Santo Estevão e dali seguimos em direcção ao rio por uma avenida que nos levou a uma das estátuas mais conhecidas da cidade: O Polícia Gordo. É muito comum encontrar estátuas como esta que têm como objectivo ir contando aos poucos a história da cidade. Sobre esta estátua em particular, dizem que se esfregarmos a mão na sua barriga teremos sorte na nossa vida, particularmente no amor. É por causa de tanta fama que olhamos para a estátua e a sua barriga está um pouco gasta…

As bandeiras são algo que também se encontram em demasia espalhadas pelos edifícios da cidade. O povo húngaro é bastante nacionalista, de tal forma que este é um sinal de reforçarem esse orgulho que sentem pelo seu país.

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Academia de Ciências da Hungria

De novo junto ao rio, deparamo-nos com a Academia de Ciências da Hungria, a mais importante e prestigiada instituição científica da Hungria. Neste país ficaram conhecidos alguns génios como Ernő Rubik que inventou o cubo de Rubik ou Leó Szilárd que foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da primeira bomba atómica.

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Ponte das Correntes

Logo depois encontra-se a primeira travessia a ligar Buda e Peste. Um dos pontos mais emblemáticos da cidade que nos conduziu até à Pedra do Quilómetro Zero, o ponto inicial de onde se medem todas as distâncias de Budapeste.

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Bastião dos Pescadores

O nosso tour estava quase a terminar mas nunca sem passarmos num dos monumentos mais impressionantes desta cidade. Falo do Bastião dos Pescadores. A vista é magnífica e conseguimos ter uma panorâmica muito boa da cidade com particular destaque para a Basílica e o edifício do Parlamento. Curiosamente, estes são os dois edifícios mais altos da cidade e nenhum deles é maior que o outro, ou seja, os dois edifícios chegam até 96 metros de altura como símbolo de que nada está acima da Igreja e da Política e que tanto um como o outro não devem sobrepor os seus poderes.

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Igreja de Matias

Esta é uma das principais referências do Bastião dos Pescadores. Um espaço imponente naquela praça que se destaca igualmente pelos mosaicos da cobertura que geram desenhos com várias formas. A Igreja foi construída no início do século XI quando a Hungria se converteu ao Cristianismo e pode ser visitada no interior com um custo associado.

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Szimpla Kert

A noite ia chegando e as festas de Budapeste iam aparecendo nos muitos bares que existem na cidade. A nossa primeira experiência nocturna foi num dos “ruins bars” mais conhecidos: o Szimpla Kert. Este conceito dos bares em ruínas apoderou-se da cidade de Budapeste quando alguns grupos de jovens (na sua maioria estudantes) se instalaram para montar espaços de festas sem querer investir muito. A decoração é muito básica, envolvendo muitas luzes e esculturas feitas com pedaços de lixo que dão um ar bastante rústico ao espaço. Este lugar é enorme e para primeira noite a fasquia já estava bastante elevada.

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Dia 2, As três colinas de Buda(Peste):

Praça da Liberdade

O primeiro dia foi muito corrido mas ainda nos faltou ver muita coisa no centro da cidade. Começamos pela Praça da Liberdade. Uma praça com um grande jardim que serve maioritariamente edifícios de carácter financeiro e comercial como a Embaixada dos Estados Unidos da América e a sede do Banco Nacional da Hungria. Existe até uma estátua (mais uma) de Ronald Reagan no meio do parque para sinalizar que estamos perto da embaixada.

Esta praça é igualmente conhecida pelo monumento que comemora a libertação soviética da ocupação nazi na Hungria na Segunda Gerra Mundial. No entanto, esta estátua é uma farsa, “uma mentira que atende a uma intenção política”. Felizmente havia uma descrição em português para entendermos melhor este memorial.

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Parlamento de Budapeste

À saída da praça, os caminhos desviam-se a fim de chegarmos ao Parlamento de Budapeste. Este edifício neo-gótico é o segundo maior parlamento da Europa e o terceiro do mundo, atrás da Roménia e da Argentina. Chegavamos finalmente ao ponto mais emblemático desta cidade e ficamos ainda um bom tempo a admirar o edifício e toda a sua envolvência. Tivemos também a oportunidade de assistir à troca de turnos dos guardas que vigiam a praça Kossuth Lajos, onde o parlamento está instalado e o nosso único arrependimento foi não termos conseguido visitar o interior (a marcação tem de ser feita online com antecedência).

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Sapatos no Banco do Danúbio

Seguindo pelas margens do Danúbio, temos estes objectos junto ao rio representando um memorial que presta homenagem aos judeus assassinados na Segunda Guerra Mundial que eram obrigados a tirarem os seus sapatos antes de serem fuzilados e caírem à água. Antes de chegarmos, tinhamos ficado com a ideia que os sapatos eram mais umas estátuas como as que existem ao longo da cidade mas não, são mesmo sapatos a sério. Dizem que muitas vezes alguns sapatos desaparecem e quando isso acontece as famílias voltam lá para repôr algo que simboliza a memória dos seus antepassados.

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Castelo de Buda

Voltamos a atravessar a ponte das correntes para chegarmos ao Castelo de Buda. As melhoras vistas da cidade estão claramente deste lado e a chegada ao topo desta colina foi mais um momento de descompressão para que desfrutássemos da paisagem e esquecermos o cansaço da subida. Não chegamos a visitar o interior do castelo, que hoje em dia é mais um museu que outra coisa, mas a entrada é gratuita. Preferimos apreciar o exterior e não perder muito tempo, pois ainda havia um roteiro grande para fazer.

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Antes de almoço ainda nos deparamos com a Casa de Houdini, a caminho do Bastião dos Pescadores. Este famoso mágico nasceu e cresceu em Budapeste e esta é uma oportunidade para os aficionados do artista conhecerem um pouco mais da sua história.

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À tarde seguimos até às margens do rio para vermos o parlamento do lado de Buda. O edifício é incrível e não há mesmo nada que se compare a este. Não foi fácil tirar muitas fotografias visto que havia lotação esgotada de barcos naquele lado da margem para receber turistas (muitos destes barcos são restaurantes ou bares).

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Ilha Margarida

Seguimos em direcção a esta ilha, à qual se acede por duas pontes (a ponte Margarida e a ponte Árpád) ou de barco. Este é um espaço que contém bastantes jardins e alguns pontos de destaque como o monumento comemorativo do centenário da unificação da cidade (que mais parece o olho de Saurón), o jardim japonês ou as ruínas do Convento de Santa Margarida. Este é o lugar mais verde e amigo do ambiente em toda a cidade. Aqui o acesso automóvel é muito limitado para que as pessoas podem fazer exercício físico ou andar tranquilamente pela ilha de bicicleta ou com os carros a pedais que se podem alugar à hora.

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Cidadela

Antes do pôr-do-sol, apanhamos um eléctrico dos antigos (uma experiência bem interessante) para acabarmos o dia na Cidadela. Este é o ponto mais alto da cidade onde conseguimos apanhar as vistas mais bonitas de Budapeste. Com o fim do dia somos privilegiados com a melhor luz para admirarmos esta cidade e o resto é, literalmente, paisagem.

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Termas de Gellért

Descemos a colina e ainda visitamos muito rápido as Termas de Gellért junto da Ponte da Liberdade. Umas das muitas opções para um banho nas águas termais da cidade.

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Gozsdu Udvar

Com as luzes a tomar conta da cidade, os bares começavam a ter movimento e por isso seguimos para mais um roteiro nocturno. Desta vez seguimos até à Gozsdu Udvar, uma rua no interior de um quarteirão que atravessa no meio de 7 edifícios com uma oferta muito boa de bares para beber um copo. A adesão é bastante significativa (mesmo durante a semana) porque são muito poucos os bares ou discotecas que se pagam para entrar.

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Antes que a noite terminasse, decidimos entrar num bar subterrâneo perto desta rua, o Lampas Bar, um antigo bunker da Segunda Guerra que (baseado no conceito dos ruins bars) foi aproveitado para se tornar um espaço comercial. Este espaço com pouca iluminação, tem apresentações de música ao vivo quase todas as noites e o melhor de tudo é que nem é dos lugares mais turísticos da cidade. Não me lembro sequer de ter visto estrangeiros para além de nós.

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Dia 3, Ficar de molho:

Depois de dois dias intensos é sempre bom fazer uma pausa para relaxar. Para este dia não tinhamos grandes planos apesar de já sabermos que haveríamos de terminar o dia numas termas.

Hard Rock Cafe

Começamos a meio da manhã no centro, à saída do metro em Deák Ferenc ter em direcção à Fashion Street, uma rua que vive de lojas de roupa e outros estabelecimentos comerciais em toda a sua extensão. A meio da rua está o Hard Rock Cafe. Ainda entramos, visitamos o espaço (um dos melhores desta marca que eu já vi) e ainda tentamos comprar a t-shirt com o nome da cidade mas aquelas medidas eram feitas especialmente para os húngaros. Por norma são pessoas altas e então o meu tamanho estava mais adaptado para eles do que para mim. O Hard Rock situa-se na Praça Vorosmarty que estava muito limitada pela obras que decorriam no local.

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Praça dos Hérois

À tarde chegamos à Praça dos Heróis. Esta praça possui o Monumento do Milénio que simboliza a independência do país face ao império Austro-húngaro e foi construído em 1896 para comemorar os mil anos da Hungria como país autónomo. As estátuas são as figuras de antigos chefes tribais e personalidades históricas do país. A praça é ainda servida pelo Museu de Belas Artes de Budapeste e um outro museu de exposições do lado oposto.

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Városliget

(Parque da Cidade)

Junto à Praça dos Heróis, este é daqueles locais para estar durante muito tempo porque vale bem a pena. É um espaço muito amplo que dá para passear, fazer exercício, andar de barco e estar bem tranquilo da vida. Uma das opções de visita neste parque é o Castelo de Vajdahunyad, construído inicialmente em madeira aquando das comemorações dos mil anos de independência do país mas teve tanto sucesso que foi reconstruído mais tarde em pedra. O recinto do castelo abriga ainda uma igreja, o museu da agricultura e todo este conjunto foi influenciado por diversos estilos arquitectónicos e outras referências de famosos edifícios húngaros.

No recinto tem ainda uma estátua bastante intrigante, a Estátua do Anónimo. Esta peça de arte mais parece um Dementor dos filmes do Harry Potter por se apresentar como uma figura encapuzada e sem rosto (a identidade é desconhecida). Crê-se que este era um cronista famoso do séc. XII e aqueles que encontrarem a estátua e tocarem na caneta que tem na sua mão, irão possuir qualidades especiais de escrita e terá sucesso nesta área.

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Termas de Széchenyi

Sem perder muito mais tempo, estávamos quase a chegar ao destino final deste dia: as Termas de Széchenyi. Nós fomos no fim de Março e nem estava muito calor (estava um dia bom de sol para o que os húngaros estão habituados, com 18º) mas para compensar a água estava a 38º e foi muito bom para passarmos a tarde bem relaxada.

Estas termas têm mais de 20 piscinas (maior parte são interiores e ainda mais quentes que as do exterior) e são consideradas o maior espaço de banhos termais da Europa. As termas são muito utilizadas para fins terapêuticos e por outro lado há também a parte mais boémia deste lugar… O ambiente das termas é tão bom e relaxante que se torna um espaço de encontro de grupos (encontramos imensas despedidas de solteiro) e há noite o lugar ganha uma outra vida. Termas como estas de Széchenyi, Rudas ou Géllert oferecem festas com música electrónica que transformam o espaço por completo.

Ainda assim, a maioria das termas não são mistas (apenas as de Széchenyi e Géllert são). Os restantes espaços são mistos apenas um dia por semana fazendo assim uma divisão entre homens e mulheres. Para algumas pessoas é um privilégio porque têm a opção de escolher usar um fato de banho ou de andarem completamente nus.

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Eramos capazes de estar um dia inteiro nas termas mas queríamos aproveitar a última noite em Budapeste. Depois de jantar fomos ao lado de Buda para ver o Parlamento à noite. Uma experiência que vale a pena o esforço de passar para o outro lado da margem. Há uma saída de metro mesmo junto ao rio para ficarmos logo de frente para o edifício e por isso não custa assim tanto.

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Vida Nocturna

Esta era a noite de experimentarmos a Palinka, uma bebida típica destilada de frutas que confere um teor alcoólico entre 40% e 70%. Tinha de fazer parte da experiência cultural…

Depois de entrarmos em alguns bares partimos para o Instant, uma das discotecas mais emblemáticas de Budapeste. Infelizmente a espera na fila foi grande e como também apanhamos o dia da mudança de hora (adiantou 1 hora) conseguimos estar apenas 20 minutos dentro do espaço porque estávamos com horas contadas por causa de uma amiga que ia apanhar avião bem cedo no dia seguinte… A entrada é gratuita (a não ser que entrem pela zona VIP) e apesar não conseguirmos ter estado em todos os sete bares, as sete pistas de dança, os dois jardins e as 26 salas ao longo de 3 andares, deu para perceber que o espaço é mesmo muito grande e possivelmente não íamos conseguir ver tudo numa noite.

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Dia 4, Fazer o que acabou por não ser feito:

Ultimo dia em Budapeste que serviu principalmente fazer o check em alguns lugares que não foi possível visitar durante a nossa estadia.

Avenida Andrássy

Comecei (aqui fui mesmo sozinho) pela Avenida Andrássy, umas das principais ruas da cidade que liga a Praça dos Hérois a Deák Ferenc ter e é conhecida pelos “Campos Elísios de Budapeste”. Aqui encontramos edifícios com bastante tradição ocupados com lojas de luxo e restaurantes com esplanadas direccionadas para uma rua bastante arborizada.

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Ópera Estatal Húngara

Um dos destaques desta avenida que queria mesmo ver é a Ópera Estatal Húngara. Apesar de ser possível visitá-la por dentro, encontrei-a neste estado e por isso não deu para ver muita coisa.

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Grande Sinagoga de Budapeste

Estava de volta ao centro e à entrada do bairro judeu dei de caras com a Grande Sinagoga de Budapeste. É a maior da Europa e a segunda maior do mundo e pode ser visitado por dentro. As principais atracções são um cemitério judeu e uma escultura, a “Árvore da Vida”, que contém nas suas folhas o nome dos judeus assassinados na época do Holocausto.

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Museu Nacional da Hungria

Se quisermos saber um pouco mais da história do país temos o Museu Nacional da Hungria, há sempre a opção de visitar este espaço.

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Estava um sol radiante e nestas alturas os húngaros aproveitam para sair à rua e deitarem-se na relva acompanhados de uma boa cerveja. Antes que chegasse a minha hora, ainda fizemos um piquenique nos jardins de Deák Ferenc ter e só mais tarde apanhei um autocarro de volta ao aeroporto.

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Em resumo, foram 4 dias muito bem passados numa cidade que surpreendeu bastante pela positiva. Diria mesmo que é o período mínimo para estar em Budapeste.

Foi uma viagem que deu para cobrir quase tudo o que nos leva a visitar esta cidade. Apenas dar como sugestão o bairro de Erzsébetváros que deve ser bem interessante de se conhecer, porque foi ali que se instalaram os judeus da cidade, bem com o Memorial do Holocausto.

A gastronomia é algo bem interessante e que vale a pena investir neste país. Além do goulash, tivemos também a oportunidade de provar o chimney cake, um dos doces mais típicos da Hungria. É um bolo não muito doce (como quase todos na Hungria) em forma de cilindro com uma massa macia no interior e crocante por fora. Pode ser acompanhado com recheio no interior como Nutella ou gelado e coberto com açucar, canela, cocô, amêndoa ou chocolate. Outras das especialidades é o Langosh, um tipo de pizza com várias combinações de queijo e natas mas nem chegamos a provar porque não ter um ar muito apelativo.

E pouco mais há a acrescentar. Foi bom ter estado com amigos que não via há tanto tempo e o melhor desta viagem foi saber que está tudo bem com eles (ou com elas neste caso). Despeço-mo como um típico húngaro.

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Autor do projecto Num Postal, arquitecto de profissão, fotógrafo nas horas vagas e apaixonado por viagens. Criei o blog para que não me escape nada das minhas aventuras pelo mundo, para partilhar com os outros e para eu reviver cada uma destas experiências! Depois de viver uma temporada no Brasil, percebi que há todo um universo lá fora para descobrir e desde então nunca mais parei de ir à procura de lugares desconhecidos.

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