MADEIRA,
A PÉROLA DO ATLÂNTICO

Um dos céus estrelados mais bonitos que vi, percursos naturais que parecem de outro planeta e um destino quente que não é assim tão amigável para praia

PUBLICADO A 7 DE SETEMBRO DE 2021 | VIAGEM DE 17 A 22 DE MAIO DE 2021

O último ano foi muito bom para conhecer a maioria das ilhas dos Açores (já só me faltam visitar duas) mas depois da minha viagem às Flores e ao Corvo, ainda com passagem em São Miguel, decidi mudar de ares e visitar o outro arquipélago, o da Madeira. Estive somente na ilha principal e fiquei muito impressionado com o que vi.

Não estava à espera que fosse tudo tão grande e tão massificado como aquilo que encontrei… Fui completamente mergulhado na ignorância sobre este destino e deparei-me com um território onde reinam as montanhas com alguns dos pontos mais altos do nosso país como é o Pico Ruivo ou o Pico do Arieiro. É o lugar ideal para amantes de natureza, existem 1001 levadas e outros trilhos para conhecer o lado mais natural da ilha e apesar de ser um lugar quente, não é muito famosa pelas suas praias.  Aqui tudo o que sobe também desce, tem óptimas infraestruturas com destaque para os 180 túneis que nos permitem furar os montes madeirenses para chegar mais rápido a qualquer lado e só quem não quer é que não tem vista para o mar.

Para chegar aqui, voei desde Ponta Delgada até ao Funchal e em seguida juntei-me aos meus amigos da Scaape que esperavam por mim no aeroporto. Foi com eles que estive no ano passado nos Picos da Europa e desta vez decidi juntar-me a eles nesta viagem à Madeira. Alia tudo o que gosto numa viagem: a fotografia com a natureza. Foi neste registo que estivemos nos 6 dias de visita à ilha, um período de tempo que pareceu sempre pouco…

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Dia 1 | Quase no Pico Ruivo:

Entre chegar, almoçar uma das melhores tapas da Madeira no Muralhas Bar, passar a hora da digestão numa pequena praia do Caniçal, fazer o check-in no Dorisol Estrelicia Hotel (a nossa base para estes seis dias) e voltar a sair para explorar a ilha, já íamos a meio da tarde… A ilha da Madeira não é muito grande mas entre estas voltas, sempre a subir e a descer, acabamos por perder algum tempo.

No entanto, nem nos importamos muito com isso porque interessava-nos apanhar aquela luz do fim do dia até chegarmos ao Pico Ruivo. Depois de darmos uma volta pelo lado nascente da ilha, o último ponto de paragem foi o refúgio na Achada do Teixeira. Este é o ponto que marca a passagem para o percurso de 2,8 km até ao terceiro ponto mais alto de Portugal.

Desde aqui fomos caminhando tranquilamente enquanto admirávamos a paisagem de final da tarde. Estava uma luz incrível que nos fazia parar a cada 10 metros para tirar fotografias e por isso não conseguimos chegar a tempo de alcançar o topo da montanha… Também porque havia algumas restrições nos horários dos restaurantes, tivemos de sair mais cedo mas não podíamos estar mais satisfeitos pelo grande pôr-do-sol com que fomos presenteados nesta caminhada. 

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Dia 2 | Caminhada do Caldeirão Verde:

O segundo dia chegava com a primeira levada que fizemos na Madeira e que acabou por nos ocupar o dia todo. A levada do Caldeirão Verde é uma das mais conhecidas pelos seus visitantes (não sei porquê…) mas é impressionante a beleza natural e o risco que por vezes é bem patente durante o percurso. Não te assustes se durante o percurso se olhares para o lado e vires uma grande falésia…

O percurso tem início no Parque Florestal das Queimadas onde se encontra a Casa Abrigo que preserva a tradição das casas típicas de Santana. Ao passar este primeiro ponto, encontramos o percurso que ao longo de 6,5 km nos apresenta uma grande variedade de espécies naturais, uma ou outra cascata e quatro túneis. No fim do percurso, é necessário fazer um desvio (devidamente identificado) para chegarmos ao lago do Caldeirão Verde que é formado pela cascata de cerca de 100 metros de altura que desagua naquele local.

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Ainda ficamos algum tempo naquele local onde aproveitamos para almoçar. Podíamos ter voltado para trás mas o percurso ainda continuava por mais uns quilómetros e nós lá fomos até ao Caldeirão do Inferno. A verdade é que tivemos uma pequena desilusão porque a cascata que íamos encontrar estava completamente seca, o que é normal nesta altura do ano… Contudo, apanhamos algumas cascatas e túneis no caminho que acabaram por ser mais compensatórios que o destino final. Acabamos por voltar pelo mesmo caminho e no total contamos quase 20 km nas pernas.

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Dia 3 | O melhor do lado Norte:

Desta vez esperava-nos um dia mais calmo em que o carro ia ser o nosso melhor amigo para nos deslocarmos pela ilha. Por outro lado, foi um dia que pecou por alguma irregularidade meteorológica… Tanto estava sol como a seguir ficava tudo completamente nebulado, o que não ajudou muito em boa parte das nossas paragens…

Começamos o dia por apanhar a estrada que vai até São Vicente e no caminho para o Seixal paramos no Miradouro do Véu da Noiva. Esta cascata é impressionante pelo facto de desaguar para o mar e por ali se notabilizar uma das paisagens mais bonitas da Madeira.

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Praia do Porto do Seixal

Adiante fizemos uma pausa na Praia do Porto do Seixal para aproveitarmos as piscinas naturais e a praia propriamente dita. A vila do Seixal encontra-se implantada numa península única e a praia é muito conhecida pela areia negra. Com o tempo, formou-se junto ao Porto do Seixal e a chegada de visitantes consolidou-a até hoje. Ficamos por ali a desfrutar daquele ambiente até chegar uma grande nuvem que nos deslocou até uma esplanada onde acabamos por almoçar.

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Praia da Ribeira da Janela

Continuamos a nossa viagem pelo Norte da ilha com uma nova paragem na Ribeira da Janela. Aqui temos uma praia com o mesmo nome, daquelas que mais desconforto deve causar aos seus visitante pelo facto da areia ser substituída por grandes calhaus rolados… Contudo, esta zona é mais conhecida pelos seus ilhéus pontiagudos que proporcionam desde logo uma paisagem diferente. Existe até um miradouro de onde podemos observar estas formações rochosas de um ponto mais alto.

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Pôr-do-sol no Paul da Serra

O tempo finalmente abria e a certa altura já nem se via uma única nuvem no céu! Podíamos ter ficado pela zona de Porto Moniz a desfrutar das suas piscinas naturais mas continuamos o nosso roteiro até um dos pontos mais a Poente da Madeira. Neste caso estou a falar do Miradouro da Garganta Funda. Para chegarmos até aqui, temos de fazer um pequeno percurso a pé (não mais que 10 minutos) até chegar ao miradouro de onde vamos ver uma cascata a desaguar novamente no mar. Com os seus 140 metros de altura, é uma das maiores da ilha e é por isso que desperta tanta curiosidade.

Depois do miradouro, aproveitamos para passar as últimas horas de sol numa praia improvisada em Jardim do Mar e quem diria que íamos chegar ao fim do dia com um céu limpo e uma luz extraordinária como aquela que apanhamos! Visto que estava assim tão bom, ao voltar para o nosso hotel passamos por um dos pontos mais altos do Paul da Serra e dali aproveitamos para ver mais um incrível pôr-do-sol.

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Dia 4 | Mais umas levadas até ao Fanal:

Voltamos ao Paul da Serra para fazermos mais uma levada muito conhecida, a Levada do Alecrim. Antes de chegarmos ao destino final, fizemos um desvio ao longo do percurso para vermos uma das lagoas mais bonitas da ilha, a Lagoa do Vento.

Todo este percurso começa na zona do Rabaçal e apesar de ter uma distância relativamente curta, não é assim tão fácil pelo declive que apresenta. A certa altura temos de fazer um pequeno desvio para a Lagoa do Vento que apresenta características muito semelhantes à Lagoa do Caldeirão Verde. Ao mesmo tempo, está mais envolvida pela natureza e não tinha tanta gente, factores relevantes que tornaram este sítio num dos meus favoritos na Madeira.

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Lagoa da Dona Beja

Não foi só chegar à Lagoa do Vento, tirar umas fotos e ir embora… Ainda passamos ali um bom bocado e não continuamos o percurso sem antes encher o nosso estômago. Só depois é que continuamos o caminho e voltando a apanhar a Levada do Alecrim, o percurso torna-se sempre mais fácil.

Esta levada foi construída com o objectivo de levar as águas das ribeiras do Lajedo e do Alecrim para o abastecimento da Central Hidroeléctrica da Calheta. Curiosidades à parte, o caminho é quase todo a direito, salvo um momento ou outro que tem alguma inclinação mas nada de mais… No fim do percurso somos convidados a ir a banhos na Lagoa da Dona Beja, a principal fonte de alimentação da Lagoa do Vento. Para voltar, viemos pelo mesmo caminho.

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Posto Florestal do Fanal

Para terminar este dia estávamos desejosos de chegar ao Posto Florestal do Fanal. Este local é conhecido pelo forte nevoeiro que se instala frequentemente e que juntamente com o seu bosque centenário, com árvores de todas as formas possíveis, apresenta uma misticidade única naquela ilha.

Porém, não foi bem isso que aconteceu… O tempo estava mesmo bom, sem uma única nuvem no céu e melhor do que estávamos à espera. Para qualquer fotógrafo o facto de estar um sol radiante não significa que esteja bom tempo e neste caso foi o que aconteceu… Fomos com uma imagem já definida na nossa cabeça que não correspondeu ao que encontramos…

Por outro lado, até parece que o sítio é horrível e que não conseguimos fazer nada, pelo contrário! Fomos recebidos por uma manada de vacas que não nos queria deixar entrar naquele sítio mas com jeitinho lá atravessamos o bosque e tentamos aproveitá-lo da melhor forma. Ainda subimos aos montes à volta que têm uma vista brutal para a costa e também é bem visível o bosque do Fanal visto de um ponto superior.

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Dia 5 | Ver as estrelas no Pico do Arieiro:

Estava tudo planeado para vermos o nascer do sol no topo do Pico do Arieiro mas se alguém tivesse a brilhante ideia de irmos mais cedo para fotografar as estrelas? Pois bem, foi mesmo isso que aconteceu… Dormimos apenas três horas nesta noite só que fomos devidamente recompensados quando chegamos à montanha e as estrelas estavam ali só para nós.

Esta montanha é o segundo ponto mais alto da Madeira, com a marca de 1818 metros de altitude. Atormentados por algum frio à chegada reforçado pelo vento, rapidamente tudo isto passou-nos ao lado quando começamos a fotografar e a achar os melhores ângulos. Melhor ficou quando o dia nasceu e era atrás do Porto Santo que víamos o sol a iluminar as montanhas à nossa volta! Começamos a ter uma maior percepção do maciço central da ilha e foi no Miradouro do Ninho da Manta que culminou toda esta visita ao Pico do Arieiro.

Para quem gosta de natureza, há um percurso que dizem ser dos mais espectaculares da ilha que liga o Pico do Arieiro ao Pico Ruivo. Não estava nos nossos planos por falta de tempo mas é algo a considerar numa próxima visita.

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Miradouro dos Balcões

Em seguida, ainda tivemos alguma força para fazer a Vereda dos Balcões. Não é que fosse necessário tanto esforço até porque este deve ser o trilho mais fácil que se pode fazer na Madeira…

O percurso começa no Ribeiro Frio, seguindo a Levada da Serra do Faial até ao Miradouro dos Balcões. Chegando ao destino, temos uma varanda espectacular para o vale da Ribeira da Metade de um lado e do outro os dois picos mais altos da ilha. É um dos lugares ideias para a observação de aves, onde se destaca o tentilhão, aquele pássaro que aparece em todas as publicações do instagram quando o pessoal vem ao Miradouro dos Balcões.

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Funchal

A manhã já estava a ser dura e para conseguirmos aguentar o resto do dia, ficamos o resto da manhã no hotel a descansar. Depois de almoço voltamos à carga e fomos dar um pequeno passeio ao centro do Funchal, a capital da Madeira. Não fizemos nada de mais… Demos uma pequena volta pelo centro, desde o Mercado dos Lavradores onde provamos algumas das frutas típicas da ilha até à Praça do Município. Pelo meio ainda houve tempo para uma prova de vinhos da região no Blandy’s e uma prova dos biscoitos numa loja da Fábrica de Sto. António. Portanto, foi uma tarde sempre de estômago cheio!

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(O miradouro ao lado para o) Curral das Freiras

A manhã não nos deixou muito inspirados nem com muita energia para grandes passeios. Desse modo, apostámos em algo que não implicasse tanto esforço da nossa parte e assim acabamos no miradouro com vista para o Curral das Freiras.

Localizada no coração da ilha, esta pequena vila é das poucas que não tem qualquer contacto com o mar. Está rodeada por enormes montanhas e todo este conjunto proporcionam fantásticas panorâmicas para quem visita este lugar. Quanto ao miradouro, fomos a um outro lugar que não o Miradouro da Eira do Serrado que é o ponto que toda a gente utiliza para observar o Curral das Freiras. Nem sei se o lugar onde estivemos se encontra identificado mas o que é verdade é que todo aquele cenário aliado ao pôr-do-sol, deu um mote perfeito para dar o dia por terminado.

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Dia 6 | Parecia que estávamos nas Ilhas Faroé:

Esta viagem estava perto de acabar mas ainda tinhamos mais um dia preenchido pela frente. A ideia era vermos o nascer do sol na Ponta de São Lourenço mas o dia não estava para grandes brincadeiras… O que por um lado não foi mau porque assim deu para dormir mais um bocado.

Mesmo que a chuva estivesse a bater à porta, fomos até à ponta mais Nascente da ilha para fazermos este percurso. A Vereda da Ponta de São Lourenço é um caminho de 4 km e dada a sua origem vulcânica, apresenta uma morfologia fora do comum quando comparamos ao resto da ilha. Com o tempo a ficar mais coberto dava mesmo a ideia que estávamos num outro país como a Ilhas Faroé, por exemplo…

O caminho é impressionante, nunca queremos deixar de fotografar e a cada passo há sempre uma nova perspectiva mais interessante que a anterior! O percurso termina no Miradouro do Ponto Furado a partir do qual ainda conseguimos observar o Ilhéu da Cevada e o Ilhéu do Farol que fazem parte de todo este conjunto que vamos admirando ao longo do caminho. No caminho de regresso temos sempre duas opções: ou voltamos pelo mesmo percurso ou se estivermos mais cansados há a opção de apanhar um barco no Cais da Sardinha.

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Miradouro do Guindaste e Casas de Santana

Não podíamos ter tido a última refeição num lugar que não fosse o Muralhas Bar onde mais uma vez nos deliciamos com umas tapas. Em seguida, pegamos no carro para irmos até ao Miradouro do Guindaste, situado numa das vertentes da foz da Ribeira do Faial. Este lugar é encantador pela vista desafogada que costuma ter desde o Faial até à Ponta de São Lourenço, o que não foi o caso… Nos dias de boa visibilidade até é bem perceptível o Porto Santo.

Mais tarde, fomos ver o Núcleo de Casas Típicas de Santana já que estávamos ali tão perto. Estas casas são património local e neste espaço temos a oportunidade de vivenciar estas pequenas tradições de outros tempos. Mesmo assim, fiquei um pouco desiludido… Nas redes sociais tinha ficado sempre com a ideia que era um lugar muito maior e mais atractivo mas não é por isso que também não deva ser visitado. Foi a nossa última paragem antes de ficarmos no aeroporto para voltar a casa!

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A reter desta experiência

Nunca pensei que fosse gostar tanto deste destino! Agora entendo o porquê da Madeira ser considerada a pérola do Atlântico. De facto é um lugar que se molda muito bem a qualquer idade e tipo de viagem, podendo ser mais virado para a vertente cultural ou puxado para os percursos na natureza.

É daqueles destinos que é imprescindível a utilização de um carro. É muito mais cómodo além de ganharmos uma maior liberdade! Ah, e aconselho a experimentar ouvir todas as rádios locais nas deslocações que fizerem… Há muita coisa boa, outras que te vão fazer rir e também reviver aqueles grandes hits dos anos 90.

Em relação à comida, as tapas são a especialidade da casa assim como as espetadas de carne que nunca desiludem! A poncha apesar de não ter sido mencionada, nunca ficou de parte e a seguir ao jantar era quase uma obrigação para dormir melhor. Só não usufruímos mais da gastronomia madeirense porque fizemos muitas caminhadas durante do dia e visto que era impossível recorrer a algum restaurante, acabávamos por levar tudo preparado na véspera para estarmos mais à vontade.

Sinto que nesta viagem acabei também por evoluir um bocadinho mais a nível fotográfico e isso é o que acontece quando viajas com outros fotógrafos. Com a Scaape há muita partilha e dessa forma aprende-se sempre mais. É claro que se o destino for bom, o processo fica mais facilitado…

Por fim, resta-me dizer que esta viagem foi um bom “abre olhos” para ficar mais atento à Madeira. Estes 6 dias foram apenas uma amostra do que pode ser feito, até porque muita coisa teve de ficar de fora… Até à próxima Madeira, será sempre um prazer regressar a esta ilha!

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Autor do projecto Num Postal, arquitecto de profissão, fotógrafo nas horas vagas e apaixonado por viagens. Criei o blog para que não me escape nada das minhas aventuras pelo mundo, para partilhar com os outros e para eu reviver cada uma destas experiências! Depois de viver uma temporada no Brasil, percebi que há todo um universo lá fora para descobrir e desde então nunca mais parei de ir à procura de lugares desconhecidos.

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