RIO DE JANEIRO,
CHEGOU A FESTA DO CARNAVAL

Festa a toda a hora (literalmente), os primeiros sinais de jetlag e o bloco do Sargento Pimenta

PUBLICADO A 1 DE JANEIRO DE 2020 | VIAGEM DE 26 A 28 DE FEVEREIRO DE 2017

Depois de uma semana de adaptação ao Brasil e ao local de trabalho, era tempo de irmos para o Carnaval do Rio de Janeiro!!! Esta altura do ano é tão ou mais importante que a Páscoa ou o Natal e isso vê-se pela forma como as pessoas se despedem de ti no trabalho para irem para a festa.

Comparativamente com Portugal, em que muita gente ainda está no dia antes sem saber se vai trabalhar, no Brasil é certo que para além do Carnaval têm sempre o dia antes para celebrar e o dia depois (quarta-feira de cinzas) para curar a ressaca (ou então para aproveitar os últimos cartuchos). 

Como o Carnaval é sinónimo de diversão, tínhamos que celebrá-lo numa das melhores festas do mundo e, assim, nada melhor que uma escapadinha de três dias à cidade maravilhosa.

Decidimos apanhar o autocarro (o ônibus) desde São Paulo até ao Rio de Janeiro, numa viagem de 6h durante a noite. Para nós portugueses, fazer uma distância destas parece ser algo impraticável, porque isso significa ir de Norte ao Sul do nosso país, mas para os brasileiros é algo bastante natural para chegar à cidade mais próxima. Nesse sentido, acaba por haver uma maior comodidade que não se sente em Portugal ao nível dos transportes e neste aspecto o Brasil está mais avançado.

Embarcamos numa viagem que deu para ir a dormir durante a noite para chegarmos de manhã cedo ao Rio de Janeiro. Uma vez que estas viagens de ônibus são muito acessíveis financeiramente, esta deslocação (ida e volta) ficou em cerca de 100 reais (aproximadamente 30€ no câmbio da altura), sendo este um valor base para viagens desta duração.

Dia 1, O Carnaval começou mais cedo:

Chegamos num domingo por volta das 6h da manhã ao Terminal Rodoviário Novo Rio e logo aí começamos a sentir o caos do Carnaval. Por outro lado, havia muita gente que aproveitava esta época fugir das confusões e passar uns dias bem tranquilos fora das grande metrópoles.

Com os transportes públicos condicionados nesta época do ano (o país para todo para festejar), demorámos 1 hora para sabermos como íamos até Copacabana. Apanhámos o VLT Carioca (uma espécie de eléctrico) e de seguida o metro onde saímos na estação Cantagalo.

A caminho do apartamento em que íamos ficar, era fácil perceber que as ruas ficam lotadas com blocos de Carnaval e facilmente uma festa chegava até nós sem fazermos um grande esforço para isso. A confusão na cidade era de tal maneira grande que nem sabíamos se as pessoas estavam a ir ou a vir de uma festa…

Praia de Copacabana

Era a primeira vez para muitos de nós no Rio de Janeiro e por isso queríamos aproveitar a parte da manhã para fazer algum turismo. Estávamos a um quarteirão da Praia de Copacabana e, embora o tempo não fosse o mais favorável, aproveitamos para ir molhar o pé na água já que o Rio é uma cidade que faz muito calor a qualquer altura do ano.

Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal

Forte de Copacabana

Continuando pelo calçadão, caminhávamos em direção ao Forte de Copacabana, que à partida nem sabíamos o que era, mas deu para tirar umas fotografias panorâmicas da área de Copacabana, visitar o Museu Histórico do Exército no interior do Forte e relaxar enquanto admirávamos as vistas à nossa volta.

Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal
Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal
Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal

Uma tarde caótica em pleno Carnaval

Voltámos a Copacabana e não podia faltar a típica água de coco ou uma caipirinha para vencer o calor e entrarmos em clima de festa. Afinal, era o primeiro Carnaval em que íamos estar num lugar com mais de 15º…

O cansaço de termos estado em viagem na noite anterior começava a surgir e por isso tínhamos de parar para almoçar. E digo-vos, foi das coisas mais difíceis que fizemos por lá!! O Brasil, em geral, não tem uma comida típica e as tradições prevalecem muitas vezes de estado para estado. Por isso é muito difícil encontrar um lugar que se destaque em termos de qualidade-preço. O Rio de Janeiro foi dos lugares onde era mais complicado tomar uma refeição porque ou íamos a um restaurante italiano, a um fast food, a um boteco ou acabávamos num buffet com arroz e feijão. E foi isso que aconteceu… Demoramos muito tempo para nos sentarmos em algum lado mas no fim valeu a pena e eram quase 17h quando acabamos de almoçar.

De seguida, começavam a surgir os blocos de Carnaval a cada esquina e a partir daí eram uns atrás das outros. Facilmente atravessávamos uma rua e estávamos noutro bloco, era só escolher onde ir… Até ao fim do dia fomos de bloco em bloco até acabarmos o dia em Ipanema onde ainda deu para ver o pôr-do-sol.

Pouco mais fizemos até ao anoitecer e regressamos ao nosso apartamento. Por outro lado, ainda houve quem saísse à rua para ver o que estava a acontecer e, por uma questão de proximidade e de segurança, tanto as zonas de Copacabana e Ipanema foram os locais a ter em conta para quem deseja visitar o Rio de Janeiro.

Dia 2, E a festa ainda não tinha parado:

Parque do Flamengo

O dia começou bem cedo e às 9h da manhã já estávamos junto ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, mais conhecido como Monumento aos Pracinhas, no aterro do Parque do Flamengo. O monumento presta homenagem à memória dos soldados brasileiros que perderam a vida em combate durante a Segunda Guerra Mundial, em Itália, e possui um mausoléu no subsolo onde persistem os túmulos desses heróis nacionais.

Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal

História à parte, não foi esse o verdadeiro motivo que nos levou lá! O que nos esperava mesmo era o bloco do Sargento Pimenta. Um dos blocos de Carnaval mais impressionantes que tivemos a oportunidade de assistir que aliava a música dos The Beatles ao ritmo do samba. Para quem adora The Beatles, como eu, incialmente pensa que esta mistura pode estragar algo tão bom e genuíno como são as suas músicas mas foi das experiências mais enriquecedoras que eu assisti enquanto estive no Brasil. O nome da banda é inspirado no álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e “obrigou-nos” a estar mais de três horas, sempre com uma caipirinha na mão e debaixo de 40º, a curtir o som junto de um recinto lotado de pessoas que estavam lá para o mesmo efeito.

Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal
Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal

Oficialmente, ainda não era dia de Carnaval mas já não era muito fácil chegar a vários lugares tal era a afluência às ruas. Por mais ideias ou planos que tivéssemos para estes dias, acabaram por ficar arrasados pela forma como ficávamos estagnados pelo clima de festa que se fazia sentir na cidade.

Praia de Ipanema

Entretanto, este dia passou bem rápido e a poucos minutos de anoitecer apanhámos o metro em direccão à estação mais próxima da Praia de Ipanema. Mal saímos do metro queríamos ver qual a melhor festa que podíamos apanhar mas a festa é que nos apanhou a nós. Até chegarmos ao calçadão havia uma enorme multidão e enquanto estávamos a caminhar em direcção a Copacabana o jetlag começava a fazer-se sentir. Estávamos em festa há demasiado tempo e parecia que já eram 2h ou 3h da manhã mas ainda eram 20h… No entanto, isso não nos fez desistir e enquanto apanhássemos um bloquinho bem bacano no percurso até casa era para aproveitar ao máximo essa oportunidade.

Dia 3, Faz sempre falta fazer um pouco de turismo:

Finalmente era dia de Carnaval, mas já estávamos tão saturados de festa que aproveitamos para passar o dia de uma forma mais descontraída e relaxada.

Depois de um café da manhã bem recheado, estendemo-nos na Praia de Copacabana para irmos a banhos naquele lado do Atlântico. Certamente que caipirinha ou água de coco estavam sempre presentes…

Escadaria Selarón

Durante a tarde fizemos mais um passeio que nos levou até à Escadaria Selarón. Localizada entre os bairros de Santa Teresa e a Lapa, foi decorado pelo artista chileno Jorge Selarón como uma homenagem ao povo brasileiro. Como habitante daquele lugar, começou a renovar alguns degraus da escadaria que mais tarde tomou as proporções que hoje conhecemos e actualmente todo o turista tem de ir lá para tirar uma foto. Como turistas não fomos diferentes, embora consiga ser muito complicado tirar a fotografia ideial por causa de todo o ajuntamento de pessoas naquele lugar. Não foi fácil mas conseguimos! Todo o percurso até Selarón é uma experiência incrível porque todo aquele bairro moldou-se ao trabalho da escadaria e hoje em dia encontra-se repleto de cores, imagens e esculturas sobre os mais variados temas.

Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal
Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal
Rio de Janeiro, chegou a Festa do Carnaval_Num Postal

Arcos da Lapa

Antes de anoitecer ainda deu tempo para passarmos pelos Arcos da Lapa. Embora seja um espaço bem apelativo e um dos cartões postais da cidade, não é dos melhores lugares para se estar muito tempo, em especial à noite devido à grande onda de assaltos.

Entretanto, o Carnaval estava a acabar e já faltava pouco tempo para voltar para a nossa casa, em São Paulo. Foi óptimo não termos tido uma viagem tão turística para também nos irmos apercebendo como é que o sistema funciona naquele país.

Apesar de todas as inseguranças da cidade, o povo é muito receptivo, estão sempre prontos para bater um pézinho de samba e deve ser uma das cidades que se funde da melhor forma com a paisagem envolvente, tornando-a num dos lugares mais incríveis do mundo!

Enfim, ficou a vontade de voltar e não nos podíamos despedir da cidade sem que outro bloco passasse por nós para nos desejar boa viagem.

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Autor do projecto Num Postal, arquitecto de profissão, fotógrafo nas horas vagas e apaixonado por viagens. Criei o blog para que não me escape nada das minhas aventuras pelo mundo, para partilhar com os outros e para eu reviver cada uma destas experiências! Depois de viver uma temporada no Brasil, percebi que há todo um universo lá fora para descobrir e desde então nunca mais parei de ir à procura de lugares desconhecidos.

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