SÃO TOMÉ,
A ILHA DOS SORRISOS

Um mundo tranquilo ao ritmo leve-leve, a oportunidade de termos um pé em cada hemisfério e a participação num projecto de voluntariado e ecoturismo muito especial

PUBLICADO A 2 DE JANEIRO DE 2024 | VIAGEM DE 2 A 9 DE DEZEMBRO DE 2023

São Tomé e Príncipe é um país incrível, com praias idílicas, pessoas extraordinárias, uma alegria imensa nas ruas e uma gastronomia exemplar mas não é um destino para qualquer um… Podíamos estar a falar de um dos melhores lugares do mundo mas com a independência, tornou-se um território precário com uma pobreza gritante que contrasta de uma forma absurda com os cenários encantadores que encontramos pelo caminho.

Apesar da falta de recursos para o povo São Tomense, têm quase tudo naquela terra para serem felizes! Mesmo com as dificuldades que atravessam, as crianças vêm ter contigo de sorriso no rosto quer seja a pedir uma foto ou um “doce, doce”, estão sempre dispostos a ajudar o próximo e há uma dimensão muito familiar nas duas ilhas, de tal forma que as iniciais de São Tomé e Príncipe (STP) significam “Somos Todos Primos” num contexto mais local. Aqui todos são Boss, Comandante e Campeões da mesma forma que em Portugal temos as Tias e os Tios. E tudo acontece com muita calma a um ritmo leve-leve como a vida tem de ser.

Cheguei a São Tomé e Príncipe com entrada pela ilha principal através da STP Airways numa viagem que demorou quase 6 horas desde Lisboa. Localizadas no Golfo da Guiné, estas duas ilhas fazem parte de um arquipélago composto por tantos outros ilhéus que distam 140km de distância entre si. No total foram 14 dias divididos entre as duas ilhas, vividos com muita intensidade e com uma entrega completa porque de outra forma não faria sentido.

Viagens Bamu Non?

Uma das formas que mais gosto de viajar é de ir ao encontro daquilo que são as comunidades locais para ir mais a fundo das realidades que visito. Foi assim que a Bamu Non? entrou na minha vida!

Este projecto de viagens de ecoturismo e voluntariado na ilha de São Tomé, apareceu-me nas redes sociais no início de 2020 e desde essa altura sabia que era algo que queria fazer! O grande responsável é o Hamilton Costa, natural de São Tomé, que durante uma semana nos mostra os melhores lugares da ilha e nos leva a participar em diversas acções de voluntariado durante a nossa estadia. E a verdade é que há tempo para tudo!

Com o início da sua associação “Ajudar a Amparar os Príncipes de África”, o Hamilton começou a levar pessoas e bens materiais para São Tomé e depois decidiu aliar esta vertente com o turismo.

Durante esta experiência, estivemos alojados na Roça Monte Alegre que pertence à família Costa, os pilares fundamentais deste projecto! Além do contexto favorável de estarmos num ambiente familiar, fomos recebidos de forma sublime por pessoas incríveis e com as quais vou guardar muitas memórias, desde as conversas matinais com a Tiazinha e o Ti Agostinho, da comida caseira da Mãe Joana ou do prestável apoio da Gimi, do Manel ou do Vani.

Além disso, tive muita sorte no grupo que se formou nesta viagem! Esta experiência foi ainda mais enriquecedora porque estávamos todos com o espírito certo e comprometidos com o projecto. Ao longo deste artigo, vais poder ter um exemplo daquilo que te espera com a Bamu Non!

Dia 1 | As primeiras impressões:

Assim que cheguei ao aeroporto, tinha o Hamilton à minha espera para me levar até junto do grupo que tinha aterrado no dia anterior. Aproveitamos a manhã deste dia para tratar de alguma logística como arranjar cartões de telemóvel com internet e comprar águas e snacks para a semana. Em todas estas voltas íamos incutindo o ritmo frenético das ruas São Tomenses que já nos ia dando uma boa perspectiva do que nos esperava.

Museu Nacional

Ao longo da semana que passou, ouvimos falar muito bem de Diogo Vaz, um dos principais impulsionadores da produção de cacau na ilha e até existe um café com o seu nome onde passamos uma parte do nosso tempo. De baterias carregadas, seguimos até ao Forte de São Sebastião onde se localiza o Museu Nacional. Além das vistas que temos desde o forte para a cidade, encontramos uma exposição permanente que conta a história do país em várias vertentes.

Praia da Emília

Vagueamos bastante pela cidade, até que chegamos à Praia da Emília. Esta praia é muito serena e fica no caminho para o aeroporto. Não se passa muita coisa aqui à volta e por isso achamos o espaço ideal para terminar o dia. No entanto, há sempre algo à espreita quando menos esperamos e assim encontramos uns miúdos na berma da estrada que nos proporcionaram a primeira experiência com água de côco em São Tomé, desde a apanha nas árvores até à degustação.

1ª Acção de Voluntariado – Empacotar material

Depois de um banho tomado e do primeiro jantar em grupo, pusemos mãos à obra para organizarmos alguns dos materiais trazidos de Portugal. Cada um dos viajantes trouxe mais uma mala de porão com materiais escolares, roupas, calçado, materiais médicos, entre outros. Passamos a noite a separar por categorias para irmos entregando em vários pontos estratégicos durante esta viagem.

Dia 2 | Viagem até Sul:

O dia foi passado todo em viagem. Estavamos a caminho do Sul da Ilha e paramos em primeiro lugar na Roça Água-Izé. O edifício principal é composto por um antigo hospital que hoje em dia abriga algumas famílias. Aqui tivemos a primeira abordagem das crianças locais que andavam sempre saltitantes à procura de “foto, foto” ou “doce, doce”.

Deste ponto alto, temos uma visão das ruas da povoação envolvente e para a Praia Água-Izé que é uma das mais bonitas desta ilha. Também não faltou a visita à Boca do Inferno onde se crê que o Barão de Água-Izé entrava com o seu cavalo neste local para sair na mesma Boca do Inferno em Cascais.

Praia 7 Ondas

A mais bonita das praias de São Tomé. Continuamos a viagem para Sul e paramos nesta praia que me deixou completamente fora de mim (no bom sentido)! O que mais gostei foi olhar de costas para o mar e ver toda uma vegetação repleta de palmeiras que é algo que não estamos habituados. Além disso, tem toda uma extensão que nos deixa bastante confortáveis. Na Praia 7 Ondas, ainda encontramos umas conchas com uma forma muito particular. Dizem que quem as trás, terá sorte a vida toda mas que se se partirem, da o efeito contrário (e atenção que são muito frágeis).

Restaurante Mionga

Paramos em São João dos Angolares, um dos lugares onde melhor se come em São Tomé. Almoçamos no restaurante Mionga para experimentar um menu de degustação onde me deliciei com certos pratos de peixe, marisco e vegetais que por norma nem costumo gostar. Para sobremesa, fomos presenteados com um pequeno espectáculo de música e danças tradicionais por parte dos habitantes locais.

Cascata Praia Pesqueira

É uma das cascatas mais largas da ilha, que desagua numa praia com uma paisagem encantadora. No caminho de volta para os carros, aproveitamos para distribuir algum material às crianças que moram ali à volta.

Pico Cão Grande

Chegamos a uma zona da ilha em que encontramos mais buracos do que estrada e a certa altura aparece-nos o Pico Cão Grande na paisagem, por trás das plantações de andim. Com um altura de 300 metros, este pico é uma das imagens de referência do país, localizado em pleno Parque Nacional de Ôbo.

Gombela Ecolodge

Já estamos num dos pontos mais a sul da ilha e no Gombela Ecolodge temos um dos melhores sunsets de São Tomé. Para quem quiser passar uma dias tranquilos, longe da confusão, certamente que este é um lugar para anotar na agenda.

Dia 3 | O único ilhéu habitado:

A noite foi passada num Ecolodge em frente à Praia Inhame. Tendo chegado durante a noite, fomos surpreendidos pela frente de mar e ainda madrugámos para assistir à ida das tartarugas recém-nascidas até ao mar. Foi para compensar a tentativa falhada de vermos a desova dessas mesmas tartarugas na Praia Jalé.

Rio Malanza

No entanto, a nossa alvorada madrugadora deveu-se a um passeio que íamos fazer no Rio Malanza. Ao entrarmos de barco pela Floresta Mangrove, tivemos a oportunidade de observar alguns macacos, aves e a diversa flora tropical.

Ilhéu das Rolas

Voltamos até à Praia Inhame para tomar o pequeno-almoço e de seguida embarcamos em direcção ao Ilhéu das Rolas. É uma viagem rápida e por norma o mar está tranquilo. Este é o único ilhéu habitado do arquipélago de São Tomé e Príncipe. Nesse sentido, tivemos uma visita guiada por parte do Jair, um habitante local que nos falou sobre a história deste ilhéu e nos levou aos melhores lugares.

Marco do Equador

A imagem de marca do Ilhéu das Rolas é o Marco do Equador. No caminho para este símbolo, existem outros marcos mais rústicos porque antigamente já se sabia que ali era o “centro do mundo” onde passava a linha do Equador. Mais tarde, através de estudos mais pormenorizados, é que se identificou exactamente a linha que se separa os dois hemisférios, no qual resultou a imagem e o marco geodésico de que toda a gente fala e que anda nas bocas do mundo.

Praia Café e Praia Bateria

Depois de mais uma refeição de peixe, mesmo acabado de pescar, fomos até à Praia Café que apesar de ter umas cores brutais, não tira o brilho aquela que é umas das praias mais incríveis que vi na vida: a Praia Bateria. Esta praia tem uma água azul muito transparente que é impressionante e o seu nome está relacionado com o forte impacto que a água tem nas rochas, como se de uma bateria se tratasse.

Praia Piscina

De volta à ilha de São Tomé, terminamos o dia na Praia Piscina com um pôr-do-sol que exibiu as cores mais bonitas desta viagem. Deste lado da ilha, temos alguns dos melhores cenários para simplesmente disfrutarmos da praia ou tirar umas fotografias.

Dia 4 | Dia de voluntariado:

Já estávamos de regresso à Roça Monte Alegre e para recuperarmos da viagem do dia anterior, estivemos mais perto de casa. Assim sendo, começamos este dia por visitar a Roça Monte Café, uma das mais antigas da ilha e igualmente uma das que se faz sentir as marcas do tempo. Tivemos no Anacleto um guia exemplar que nos guiou pelo edifício onde se fazia a produção de café e que muito orgulhosamente, como todos os habitantes da ilha, nos falou com um grande sorriso das plantações que estão ao dispôr e das maravilhas que fazem à saúde.

2ª Acção de Voluntariado – Escola Primária Monte Café

Aqui ao lado, na Escola Primária Monte Café, tivemos mais uma acção de voluntariado. Estivemos com as crianças das pré-primária a distribuir sorrisos, material escolar, “doce, doce” e acima de tudo o nosso tempo para lhes proporcionarmos um dia diferente!

Casa Museu Almada Negreiros e Cascata São Nicolau

Perto do Monte Café, está a Roça da Saudade onde se encontra a Casa Museu Almada Negreiros. Esta antiga casa colonial, foi reconvertida num museu, galeria de arte e restaurante de onde temos uma extensa varanda para uma densa floresta.

A cascata mais imponente de São Tomé, também se encontra para estes lados. É na Cascata São Nicolau que, com 20 metros de altura, conseguimos ter perspectivas diferentes desde um plano mais baixo junto ao pequeno lago ou de um ponto mais elevado através da ponte que se exibe com uma varanda para esta queda de água. Mas atenção, é daqueles lugares que não se deve visitar em dias de chuvas porque a probabilidade de haver derrocadas é grande (como aconteceu na altura em que visitei a cascata, só tive tempo de me desviar e correu tudo bem).

3ª Acção de Voluntariado – SOS Mulher STP

Durante a tarde, houve mais uma acção de voluntariado que se dividiu em duas partes. Os rapazes ficaram responsáveis pela preparação do lanche e as meninas estiveram com a associação SOS Mulher STP. Esta associação presta apoio a mulheres e meninas vitimas de abusos sexuais. Haviam crianças a partir dos 8 anos… Infelizmente, está é uma realidade muito comum neste país e embora não consigamos curar algumas mazelas, tentamos proporcionar uma dia em cheio com diversas actividades.

Dia 5 | Viagem até ao pôr-do-sol:

Ainda nos faltava conhecer a zona Oeste da ilha. Seguimos a estrada nos nosso carros e como sempre fomos parando pelo caminho. Para começar, fomos aprender os métodos mais tradicionais da produção de café que ainda não estão totalmente perdidos. Foi com o Joãozinho do Café com quem passamos uns bons minutos a perceber como funcionam estas técnicas e com o qual ainda tivemos oportunidade de meter dois dedos de conversa.

“Praia Secreta”

Foi numa “praia secreta”, numa propriedade da família do Hamilton, que estivemos uma grande parte da manhã até à hora de almoço. Foi num espaço junto à Praia das Conchas que vimos uma das águas mais azuis (ao nível da Praia Bateria), deu para fazer snorkeling e pescar o nosso jantar.

Lagoa Azul

Num dos pontos mais a norte da Ilha, também encontramos a Lagoa Azul. Com um dos cenários mais paradisíacos para irmos a banhos, este é um lugar com um nome muito apelativo para fazer snorkeling ou desfrutar de um simples fim de tarde a assistir ao pôr-do-sol.

Roça Diogo Vaz

Foi nesta Roça que começaram as primeiras produções de cacau que deram reconhecimento a São Tomé. Estávamos preparados para conhecermos mais sobre a história da Roça Diogo Vaz mas ao mesmo tempo fomos surpreendidos pelas inúmeras crianças que só queriam um abraço, uma fotografia ou estarem com alguém com quem falar um bocadinho.

Túnel de Santa Catarina

Foi o final de dia perfeito! Esta zona é uma das mais fotogénicas de São Tomé, pela proximidade da estrada com o mar e com o túnel fora de comum escavado na rocha. A juntar a isto tudo, o céu estava com umas cores incríveis que permitiram registar momentos impressionantes!

Dia 6 | Mais uma praia e uma Roça:

Estávamos a sair da Roça Monte Alegre quando paramos as carrinhas para distribuir material na comunidade onde estávamos alojados. De repente, olhamos em redor e estava um mar de gente à procura de novas roupas e materiais escolares. Foi a melhor forma de começar um novo dia a satisfazer as necessidades de tantas pessoas à nossa volta!

Roça Agostinho Neto

Está é a Roça mais antiga da ilha e talvez por isso seja aquela que está mais degradada. O nome da Roça foi dado em homenagem ao presidente angolano Agostinho Neto que chegou ali e disse que era um dos lugares mais bonitos de São Tomé. Em extremos opostos estão os dois edifícios principais. De um lado, o edifício mais pequeno, representa a casa principal dos donos da Roça e do outro lado, o edifício maior era um hospital que está bastante obsoleto. Ainda assim, muitas famílias usam a sua estrutura para se abrigarem.

Nesta visita, tivemos um dos melhores guias de São Tomé, o Willy, que nos mostrou todos os cantos da Roça e nos falou mais ao detalhe de todo o trabalho que têm desenvolvido em prol daquela comunidade.

Enquanto estivemos na Roça, soubemos de uma situação de um miúdo de 5 anos que já não tinha mãe e vivia com o pai que tem problemas de alcoolismo. Esta história sensibilizou-nos bastante e fez com que nos levasse à escola do rapaz para lhe darmos pessoalmente alguns bens. Deparamo-nos igualmente com outras crianças que nos receberam (como sempre) com um grande sorriso no rosto.

Praia dos Tamarindos

Voltamos ao norte da ilha onde nos apercebemos da grande qualidade das suas praias. Desta vez foi na Praia dos Tamarindos com o seu extenso areal e completamente deserta, o local ideal para passarmos o resto da manhã.

Cloçon Tela

Da parte da tarde o tempo não deu tréguas e assistimos às primeiras chuvas desde que aterrámos em São Tomé. Improvisamos e fomos até Cloçon Tela, uma fábrica que, actualmente, produz um dos chocolates mais prestigiados do país. Aqui experimentamos chocolate até 100% de cacau e assistimos a todo o processo de produção do mesmo.

Dia 7 | Compras nos Mercados:

Estamos quase a terminar esta viagem da Bamu Non. Iniciamos este último dia com mais uma acção de voluntariado no Jardim de Infância Ninho da Alegria. Há semelhança de outras acções de voluntariado em escolas, voltamos a proporcionar um dia diferente às crianças que acabaram por nos dar muito mais a nós!

Mercado do Peixe

Ao lado desta escola, tivemos a nossa primeira experiência nos mercados. Fomos ao Mercado do Peixe que vende de tudo um pouco mas dá particular destaque ao peixe. É uma daquelas experiências a não perder neste país!

Mercado na Baía Ana Chaves

Se estivermos mais virados para as frutas, podemos ir ao Mercado na Baía Ana Chaves. A fruta é muito boa mas estarmos em contacto com os locais e poder falar com eles, é a melhor experiência que podemos retirar.

Cascata Guegue e Amoreira Santa

O tempo já não era muito até deixarmos o grupo no aeroporto mas o Hamilton tinha mais uma na manga… Levou-nos até à Cascata Guegue até à qual temos de fazer um pequeno trilho para lá chegar. Quando encontramos a cascata, podemos simplesmente observar este fenómeno da natureza ou tomar um bom banho!

No caminho de volta, passamos na Amoreira Santa, uma árvore muito antiga igualmente conhecida como a Árvore dos Desejos. Muitos poucos são os turistas que conhecem esta árvore… Quando os colonos chegaram a São Tomé e povoaram as Roças, começaram a cortar as madeira da Amoreira (a melhor madeira que existia para construção), demoraram cerca de dois dias a cortar a árvore e quando finalmente a abateram, voltaram ao local no dia seguinte e a árvore estava de pé. Desde então voltaram a não cortar a árvore e este passou a ser um local de peregrinação. Passou a ser um lugar tão especial que quem lá passa, acaba por pedir desejos (que só contam se estivermos as duas mãos encostadas na árvore).

Boas Práticas

Ao longo desta semana intensa, deparamo-nos com algumas situações que se não fosse o facto de estarmos com o nosso guia, não saberíamos resolver. Por vezes, há certas questões que podem fazer a diferença numa viagem deste tipo, tais como:

– Não dar nada sem receber algo em troca. Ou seja, por norma, os turistas dão rebuçados às crianças mas se fizermos isso em troca de uma música ou um desenho, os miúdos já vão sentir que se esforçaram para ganhar isso.

– Por outro lado, é mais importante levarmos bagagem a mais como roupa, canetas e lápis, cadernos, brinquedos ou produtos de higiene para dar na rua em vez de um doce.

– Ter respeito por quem não quer ser fotografado. Por mais que queiramos apanhar tudo da nossa viagem, há quem não gosto de ser apanhado pelas câmeras e por isso fica sempre bem perguntar antes de fotografar alguém.

– É obrigatório ter um carro próprio. Para nos deslocarmos na ilha, não há outra opção que não ter um 4×4. Apesar da ilha não ser muito grande, não há grandes opções de transportes públicos e a qualidade das estradas não permite que alguns táxis cheguem a todo o lado.

– Não é por se comer muito peixe que o vamos comer. É porque nem sempre é seguro comer carne devido às faltas de energia que é transversal a toda a ilha. Este tipo de produtos podem estragar-se com o calor e a escolha do peixe recai com muito mais naturalidade por ir directamente do mar para o prato.

Bamu Non?

É claro que sim!! Foi uma semana incrível com muitos momentos que dificilmente irei esquecer! A forma como o Hamilton nos envolve na cultura São Tomense era tudo o que procurava e resultou na perfeição! É claro que cada viagem é diferente, pode não ter o mesmo roteiro porque isso varia com as necessidades do grupo e das associações com as quais nos envolvemos mas a base daquilo que podemos visitar está aqui.

A conclusão a que chego é que uma semana é suficiente para visitar São Tomé mas não descarto (nem julgo) quem estiver mais ou menos tempo. E volto a reforçar: não acho que seja um destino para qualquer pessoa. Existem lugares lindos em São Tomé mas pelo caminho encontra-se muita pobreza que pode desfraldar as expectativas de quem espera encontrar um paraíso.

Felizmente, a minha viagem não ficou por aqui e ao contrário do grupo que esteve comigo, ainda me faltava passar mais uma semana na ilha do Príncipe! Ia fazer-me muita confusão visitar este país e só conseguir visitar uma das ilhas. Decidi arriscar e não me arrependo de nada! Essa parte da viagem foi feita de forma independente mas a partir de 2024, se participares nas viagens Bamu Non?, já tens a hipótese de activar esta extensão para visitar um dos destinos mais bonitos que irás conhecer!

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Autor do projecto Num Postal, arquitecto de profissão, fotógrafo nas horas vagas e apaixonado por viagens. Criei o blog para que não me escape nada das minhas aventuras pelo mundo, para partilhar com os outros e para eu reviver cada uma destas experiências! Depois de viver uma temporada no Brasil, percebi que há todo um universo lá fora para descobrir e desde então nunca mais parei de ir à procura de lugares desconhecidos.

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  • WHAOU,
    Esta tudo bem completo.
    Testemunho que foi uma viagem fantástica.
    Cheguei a casa os olhos cheios de Luz, a mente cheia de Paz, e o coração aberto a Alegria.
    Aconselho a todos embarcarem nesta aventura que é de descobrir este país cheio de tudo.
    Obrigado Gonçalo por fazer nascer de novo esta viagem através do blog.

    • Obrigado Daniel! E ainda bem que gostaste!! Este tipo de artigos são sempre bons para mais tarde irmos matando as saudades ✌🏻

  • Que palavras tão bonitas!!!! Dá para matar saudades e aguça a vontade de regressar àquela vibe leve/leve, de sorrisos tão rasgados!!!
    Fui com pouco e trouxe TANTO!!!!!
    Obrigada por esta graciosa recordação. ✨💛

    Tá batêêêê 😉

    P.S. Faltou o pormenor da discoteca…. Mas isso…. É ir, sentir e viver! 🥹

    • Confesso que tinha aqui um parágrafo dedica à discoteca mas o conteúdo visual não fazia jus ao que vivemos nesse momento! Mas é como dizes: é ir e sentir xD

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