SEVILHA,
A HERANÇA ÁRABE

O maior laranjal urbano do mundo, os melhores espectáculos de flamenco que vais ver na vida e a subida a uma torre sineira com mais de 100 metros sem pisar qualquer degrau

PUBLICADO A 22 DE MARÇO DE 2023 | VIAGEM A 23 E 24 DE OUTUBRO DE 2022

Toda esta ideia da última viagem que fiz no Sul de Espanha, começou com um voucher. Tinha até ao fim do ano para usar esta benesse e, aliado ao facto de ter um orçamento baixo, acabei por escolher Sevilha como ponto de partida para criar um roteiro que me levasse a outros lugares.

Agora vou parecer um velho mas posso afirmar que a última vez que estive nesta cidade, foi há uns 20 anos… Nem me lembrava muitos bem dos melhores lugares a visitar, tirando, lá está, aqueles mais conhecidos como a Plaza de España. Desse modo, foi uma experiência brutal porque senti que foi a primeira vez que visitei Sevilha, agora com olhos de gente grande.

A conhecida capital da Andaluzia, é um autêntico baú de memórias árabes, tal é o património histórico que conseguimos identificar em cada canto da cidade. Além disso, é inevitável abstrairmo-nos do espírito vibrante das ruas onde é fácil “tapear” em qualquer lado, beber uma sangria para suportar o calor ou para ver um espectáculo de flamenco. Ainda assim, na altura do ano em que fui, dificilmente me vou esquecer da quantidade de vendedores de rua com boletins para o sorteiro da lotaria de Natal. 😅

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Free Walking Tour

Voltando à história do voucher, utilizei-o num dos autocarros nocturnos que saiam de Lisboa até Sevilha. Cheguei ao destino de manhã ainda antes do sol nascer e rapidamente segui em direcção ao hostel onde ia pernoitar para deixar a minha bagagem. Pouco depois, saí à rua e tive a cidade só para mim. Foi tão bom!

A meio da manhã, segui em direcção às margens do Rio Guadalquivir onde ia começar um Free Walking Tour junto à Torre del Oro, uma antiga torre militar defensiva. Não querendo ser repetitivo em relação a outros artigos, estes tours são das melhores coisas que podemos fazer quando chegamos a algum lado porque nos dão imensas dicas do que fazer daqui para a frente, da mesma forma que temos logo um contexto sobre a cidade.

Este tour não foi excepção. Aliás, até foi dos percursos que mais me impressionou porque pensei que ia andar pelo Bairro de Santa Cruz mas saiu-me tudo ao lado…

Estas 2h30 de passeio pelo centro histórico, passaram-se na margem poente do rio, mais concretamente no bairro de Triana. Este bairro pode não ser tão conhecido mas foi a partir daqui que a cidade se desenvolveu. Numa margem de que não se ouve falar tanto, desenvolveu-se à volta do Mercado de Triana e é neste lado do rio onde encontramos alguns dos melhores espectáculos de flamenco. Além disso, a vista para o Bairro de Santa Cruz é espectacular e durante a visita também se fica a perceber porque é que Sevilha tem o maior laranjal urbano do mundo.

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Catedral de Sevilha e Torre de Giralda

Cheguei a Sevilha numa segunda-feira e neste dia da semana, existem muitas entrada grátis em monumentos como acontece na Torre del Oro, o Real Alcazar e a visita à Catedral. No entanto, estas visitas têm de ser marcadas online com alguma antecedência…

De qualquer forma, não achei que isto fosse um impedimento para continuar o meu roteiro… Segui de imediato até à Catedral de Sevilha e comecei por entrar em primeiro lugar na torre sineira conhecida como La Giralda. Esta é uma das torres mais altas do mundo e das que é mais fácil de subir… Apesar de ter 34 pisos, os degraus foram trocados por uma rampa que anda a toda à volta da torre, facilitando o acesso ao topo. No ponto mais alto temos uma vista a 360º que dá para chegar até vários pontos da cidade que não consegui visitar como a famosa praça de touros. Atenção só se visitares a torre à hora certa, não vão os sinos começarem a tocar (como aconteceu na minha visita)…

Na descida até à catedral, aproveitei bastante tempo para admirar cada canto desta igreja gótica onde se pode ver o túmulo de Cristóvão Colombo. A catedral é enorme e não é só em altura. Entre a visita à parte da igreja e a torre, estive aqui mais de 1 hora… Para os mais curiosos em arquitectura religiosa, recomendo igualmente a Igreja El Divino Salvador e a Igreja de San Isidoro.

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Metropol Parasol

Deixei o famoso Metropol Parasol (mais conhecido como Las Setas de Sevilha) para mais tarde na esperança de poder apanhar um sunset quando aqui chegasse. As Setas (cogumelos) têm esse nome pela forma que esta estrutura de madeira apresenta e no topo existe um caminho com vários miradouros. Contudo, não achei que valesse a pena subir por duas razões. Em primeiro lugar, não havia sol. Em seguida, também não achei que compensasse subir ao cimo desta estrutura por 15€ quando já tinha conseguido desfrutar das paisagens de La Giralda por um valor inferior.

Sob a estrutura, pode-se ainda aproveitar a visita a este lugar para conhecer o Antiquarium onde por apenas 2€ temos acesso a um museu arqueológico com vestígios do período romano.

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La Caborneria

Parece que não vi quase nada e entretanto a noite chegou… Tinha pensado assistir a um espectáculo de flamenco visto que estava no sítio certo para o fazer e, curiosamente, quando cheguei ao meu hostel, estavam a organizar um grupo para ir até ao La Carboneria. Em bom português, é dos lugares mais castiços para assistir a um espectáculo deste tipo. Não é cobrada nenhuma entrada e o espectáculo é super intenso! Por norma, está alguém a tocar, outra pessoa a cantar e outro dançar… Foi mesmo impressionante até pelo facto de toda a gente ter ficado tão focada no que se estava a passar (mesmo alguns estrangeiros que não estavam a perceber nada do que se estava ali a falar).

Real Alcázar de Sevilha

Ao segundo dia, aproveitei para visitar algo que poderia ter visto sem pagar no dia anterior: o Real Alcázar de Sevilha. Este é um dos maiores símbolos da cultura árabe na Andaluzia que são bem perceptíveis nos arcos, azulejos e outros detalhes que compõem o palácio. Este é um dos palácios mais antigos da Europa e a residência oficial da família real espanhola quando está de visita à cidade. Aproveitei a manhã toda para me perder nos vários espaços do palácio, assim como nos jardins que também têm o seu encanto.

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Plaza de España

Por fim, deixei para último uma das melhores partes de Sevilha: a Plaza de España. Este era dos únicos lugares de que ainda tinha memórias da minha última visita à cidade. Aqui estava com os meus pais no centro daquela praça enorme sem qualquer sombra, debaixo de um sol com mais de 40º. Felizmente temos aqueles corredores laterais que abraçam a praça e nos quais podemos percorrer a pé para irmos tendo sempre uma perspectiva diferente deste lugar. Além da sua enorme dimensão, todo o espaço impressiona pela combinação dos azulejos com a tijoleira do edifício, sendo que aqui encontramos uma das praças mais tranquilas a céu aberto.

Ainda é possível andar de barco no canal de água à volta da praça mas não achei que isso fosse enriquecer a minha experiência. Mais encantado fiquei quando ao fim da tarde, depois de ter andado pelo Parque Maria Luísa ali ao lado, deparei-me com um espectáculo de flamenco. Foi a despedida perfeita desta cidade!

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Restavam-me poucas horas em Sevilha que serviram apenas para voltar ao hostel, pegar na minha bagagem e seguir até ao aeroporto. Esperava-me um avião até Lanzarote para passar os melhores dias de viagem em 2022.
Estes dois dias em Sevilha foram suficientes e é daqueles lugares que facilmente se visitam mais do que uma vez na vida, tanto pela proximidade com Lisboa como pelo facto de estarem sempre coisas diferentes a acontecer. De parte do meu roteiro, ainda ficaram de fora a visita a alguns monumentos que expressam o passado da cultura árabe como o Palácio de las Dueñas, Palácio de la Condessa Lebrija e Casa de Pilatos. Sevilha é igualmente um lugar que pode ser visitado em vários contextos, como para umas férias familiares onde a Isla Mágica é o lugar ideal para pequenos e graúdos como para os mais intelectuais que veem no Centro Andaluz de Arte Contemporáneo uma boa opção para passarem o dia.
Além disso, Sevilha é uma óptima opção para conjugar com outros lugares como Córdoba, Granada, Ronda e tantos outros que existem na região andaluza. Juntamento com o seu vasto património, cultura e tradições, a experiência de voltar será sempre diferente e bastante enriquecedora!
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Autor do projecto Num Postal, arquitecto de profissão, fotógrafo nas horas vagas e apaixonado por viagens. Criei o blog para que não me escape nada das minhas aventuras pelo mundo, para partilhar com os outros e para eu reviver cada uma destas experiências! Depois de viver uma temporada no Brasil, percebi que há todo um universo lá fora para descobrir e desde então nunca mais parei de ir à procura de lugares desconhecidos.

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