STAVANGER,
O ENCONTRO DOS FIORDES
A rua mais colorida dos países Nórdicos, uma rocha à beira de um precipício de 600 metros e uma cidade que já não é assim tão conhecida pela actividade petrolífera
PUBLICADO A 28 DE JANEIRO DE 2025 | VIAGEM DE 26 DE JULHO A 1 DE AGOSTO DE 2024
Depois da aventura de Gjovik, arrancamos num percurso de 10h30 de autocarro até ao Norte de Stavanger para a segunda etapa do Roverway. Esperavam-nos pouco mais de 5000 escuteiros de toda a Europa (assim como alguns Australianos e Mexicanos) e dos quais 300 eram portugueses.
Stavanger é uma das maiores cidades da Noruega e o ponto de partida perfeito para alguns dos fiordes mais espectaculares do país. Inicialmente virada para a pesca, acabou por se tornar um dos principais centros comerciais devido à actividade petrolífera. Actualmente, é mais conhecida pelos inúmeros cruzeiros que atracam na cidade e pelo encontro de tantos fiordes que a tornam num destino muito apetecível.
Tanto o centro histórico como toda a sua periferia mais remota, tornam este cantinho da Noruega muito especial, ainda mais no Verão. Os seis dias passados em Stavanger, passaram-se maioritariamente em acampamento, sendo que tivemos um dia inteiro para visita o centro da cidade e outro para visitar um dos fiordes mais conhecido desta região.

Visita a Stavanger
Apesar do título de uma das maiores cidade da Noruega, a verdade é que um dia chega perfeitamente para visitar e disfrutar desta pequenina povoação. A melhor forma de chegar ao centro da cidade é através de comboio ou autocarro, pelo terminal à frente do parque da cidade, o Byparken. Junto à Catedral de Stavanger, pode dizer-se que este é o coração da cidade, seja pelos fluxos que existem como pelo lago em forma de coração que torna aquele espaço bem tranquilo e agradável para passear. Também existem algumas estátuas ao longo do parque dos mais variados temas.

Gamle Stavanger
A zona histórica da cidade desenvolve-se em duas colinas separadas pela praça onde está a estátua de Alexande Kielland. A poente, na colina pela a qual acedemos pela Strandkaien, rua onde se localiza o Museu Marítimo, acesso para o terminal de cruzeiros ou a Stavanger konserthus, desenvolve-se a zona mais antiga da cidade. Andar nestas ruas com as suas casas brancas em madeira, é voltar ao passado e reviver os tempos de outrora numa área protegida com centenas de casas nas quais se encontram outros museus e jardins.



Øvre Holmegate
Do lado oposto, por trás da Skagenkaien, encontra-se uma colina com uma das principais atracções da cidade, a Øvre Holmegate. Conhecida como a “Fargegaten” (a rua colorida) entre os habitantes locais, apresenta um uso mais comercial de lojas e cafés com uma decoração tão única que se tornou um chamariz para todos os turistas que ali passam.
Nesta zona da cidade, ainda encontramos a Torre de Valberg com 26,5 metros de altura e uma vista panorâmica para o centro histórico. Sølvberget, um centro de comercial contemporâneo que é só um dos edifícios mais bonitos que vi neste país (e eu nem gosto nada de passar por centros comerciais), é uma outra opção para visitar deste lado. De qualquer forma, todas as ruas são bonitas nesta zona comercial e por isso não há melhor forma de visitar esta área sem nos perdermos um bocadinho deste lado.
Do lado Nascente, junto ao mar, ainda existe um pequeno aterro com o Geoparken. Este era um parque temporário que se manteve até hoje, onde foram utilizados objectos usados na indústria do óleo que foram transformados em peças decorativos. Aqui também se pode visitar o Museu do Petróleo, um dos mais visitados em Stavanger.






Museus e Castelos
No interior da cidade, entre os quarteirões bem organizados com as suas casas de madeira, podemos encontrar alguns museus e castelos que nos falam mais um pouco da história de Stavanger.
A Residência Real Ledaal é um destes pontos. Actualmente, abriga um museu, residência real e salão de representação do município de Stavanger e representa bem os tempos áureos da realeza do século XIX.
Entre os vários museus que se encontram pela cidade, o Museu de Stavanger foi o que visitámos mas não nos encantou tanto. O edifício é muito interessante mas visto que abriga muitas exposições temporárias, não existe uma coerência muito grande entre os vários tipos de exposição.


Torre de Vålands
Numa zona muito interior, inserida no Vålandsskogen, a colina Valandshaugen onde se insere a antiga torre de observação, a Vålandstårnet, dita o ponto mais alto da cidade a 84 metros de altura. Esta colina é um dos lugares mais bem escondidos dos turistas, revelando uma panorâmica brutal para todo o centro histórico e os bairros envolventes.


Kjeragbolten
Nesta região, o Lysefjord é o mais conhecido, onde a partir de Stavanger é possível fazer um cruzeiro e desfrutar de toda aquela paisagem. No entanto, a nossa experiência passou pelo trilho de Kjeragbolten para contemplarmos as visitas deste lugar.
Partindo do centro de visitantes (Øygardstøl) acima da vila de Lysebotn, fizemos um trilho à rocha suspensa mais conhecida da Noruega. Sempre junto ao Lysefjord, foi preciso um dia inteiro desde sair de Stavanger, completar o percurso até à pedra de Kjerag e depois voltar. O percurso de ida e volta são 9 km com 3 subidas íngremes pelo meio que dificultam bastante a caminhada. O ponto mais alto da caminhada atinge os 1084 metros de altitude.
Na maior parte do percurso, nem se tem bem a percepção do rio mas quando se chega à Kjerag, é especial. Há quem fique a aproveitar a paisagem mas a maioria das pessoas tem mais interesse em tirar uma foto na rocha suspensa. Sem qualquer tipo de protecção, é uma queda de mais de 600 metros e muita gente arrisca para ter uma lembrança especial (e até há um incentivo a indicar por onde se deve subir para rocha).











O nosso “parque de campismo”
Apesar de tudo o que foi mencionado, a maior parte do nosso tempo foi passado na ilha de Hundvåg, a Norte do centro da cidade. Esta península muito tranquila e durante alguns dias deu lugar a uma azáfama diferente do que os habitantes locais estão habituados.
Foi em pleno Lundsneset Hundepark e no meio de muitas casas, que a paisagem verdejante deu espaço a um complexo de infra-estruturas que serviram de base para as várias actividades do acampamento.
E muito provavelmente, foi o melhor lugar de sempre onde já tive a oportunidade de acampar! Fiquei com muita curisiodade de ver este lugar vazio mas uma coisa é certa: os sunsets já foram directos para o meu top! Vale mesmo a pena passar umas horas aqui e desfrutar dos percursos e de toda a paisagem.












A passagem neste cantinho norueguês foi muito boa! Só não foi mais incrível porque ficamos demasiado tempo no mesmo sítio mas a verdade é que já sabíamos para o que vínhamos…
Contudo, não falta motivação para voltar! Perto da cidade, ficou por ver a Sverd i fjell, uma escultura formada por três espadas gigantes em pedra enfiadas na rocha (ao bom estilo de uma excalibur) e pelo que pesquisei, parece ter muita pinta. Ainda assim, o meu maior arrependimento foi não ter conseguido ir à Preikestolen, o trilho mais popular desta região que conduz até a um planalto de onde se tem, possivelmente, a vista mais incrível para o Lysefjord.
E podia continuar a debitar aqui outros lugares… Tudo é diferente do que estamos habituados em Portugal por isso qualquer pedaço de terra, um lago ou uma cascata que apareça da janela do carro, irá sempre justificar a aposta de visitar esta região!

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Autor do projecto Num Postal, arquitecto de profissão, fotógrafo nas horas vagas e apaixonado por viagens. Criei o blog para que não me escape nada das minhas aventuras pelo mundo, para partilhar com os outros e para eu reviver cada uma destas experiências! Depois de viver uma temporada no Brasil, percebi que há todo um universo lá fora para descobrir e desde então nunca mais parei de ir à procura de lugares desconhecidos.
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